Polícia Civil do Estado do Acre – PCAC

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Pistoleiro contratado por ladrões de gado é capturado pela Polícia Civil após uma década

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Acrelândia, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, prendeu na última segunda-feira, 25, um homem identificado pelas iniciais R.N.P., na cidade de Várzea Grande/MT. Ele é apontado como um dos matadores de aluguel contratados por uma quadrilha especializada em furto de gado (semoventes) que atuava na região. A prisão foi realizada na cidade de Várzea Grande, em Mato Grosso, após 13 dias de um intenso trabalho de inteligência que contou com o apoio fundamental da Polícia Civil mato-grossense. O caso remonta a julho de 2012, quando o proprietário de uma fazenda localizada no Km 6 da rodovia AC-475, nas imediações da Vila Redenção, em Acrelândia, precisou viajar para São Paulo para tratar de uma enfermidade. Ele contratou Ademar Marcelino de Barros para trabalhar como caseiro, deixando-o responsável por zelar pela propriedade e cuidar de todo o rebanho bovino. As investigações da época revelaram que uma quadrilha monitorava de perto a fazenda para planejar o furto dos animais. Em depoimentos, dois membros do bando, que já haviam sido presos, confessaram que chegaram a trabalhar como diaristas na propriedade com o único objetivo de mapear a rotina e descobrir formas de subtrair o gado. No entanto, o bando esbarrou na integridade do funcionário. Os criminosos tentaram persuadir, subornar e convencer Ademar a facilitar ou participar do desvio dos animais, mas ele recusou firmemente a proposta. Diante da recusa do trabalhador, o líder da quadrilha, identificado como J.B. da S., decidiu que a solução seria eliminar o caseiro. Ele contratou dois matadores de aluguel, que eram tio e sobrinho, moradores de Senador Guiomard, sendo um deles conhecido pelo vulgo “Neguinho”. Na noite de 26 de fevereiro de 2013, por volta das 20h, o plano foi executado, o mandante, J.B. da S., e os dois pistoleiros foram ao local em duas motocicletas. O mandante parou na porteira da fazenda, a cerca de 200 metros da sede, para dar cobertura e vigiar a estrada. Os dois executores seguiram até a residência e invadiram o local. Ademar Marcelino de Barros foi assassinado com três disparos de arma de fogo. Após o crime, os envolvidos fugiram. O suspeito preso nesta semana permaneceu foragido por cerca de 13 anos, ocultando-se em outros estados. A persistência dos oficiais investigadores de Acrelândia, aliada ao cruzamento de dados de inteligência com as forças policiais de Mato Grosso, localizou o paradeiro de R.N.P. no estado vizinho. Com o cumprimento do mandado de prisão por homicídio qualificado, o capturado foi submetido aos procedimentos legais em solo mato-grossense e aguarda o recambiamento para o Acre. A polícia segue trabalhando para fechar totalmente o cerco contra os demais envolvidos.

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Comunidade ribeirinha no alto rio Macauã recebe Carteiras de Identidade Nacional gratuitas

O governo do Acre, por meio do Instituto de Identificação da Polícia Civil do Acre (PCAC), realizou nesta segunda-feira, 25, a entrega gratuita de 29 Carteiras de Identidade Nacional (CIN) para moradores da comunidade Liberdade, localizada no alto rio Macauã, em Sena Madureira. O acesso à localidade exige cerca de duas horas de viagem de barco. A ação faz parte do projeto “Identidade para Dignidade” e foi realizada em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), levando cidadania e acesso à documentação básica às populações ribeirinhas e de difícil acesso. A iniciativa busca garantir o direito à identificação civil, documento essencial para acesso a serviços públicos, benefícios sociais e exercício pleno da cidadania. O diretor do Instituto de Identificação da Polícia Civil do Acre, Júnior César da Silva, destacou a importância da parceria institucional para alcançar comunidades isoladas no estado. “Essa parceria com o Tribunal de Justiça do Acre tem sido fundamental para levar cidadania às populações mais distantes. O projeto Identidade para Dignidade permite que muitas pessoas tenham acesso pela primeira vez à Carteira de Identidade Nacional, garantindo inclusão social e dignidade aos moradores dessas comunidades ribeirinhas”, afirmou o diretor. A ação reforça o compromisso do governo do Acre e das instituições parceiras em promover inclusão social e ampliar o acesso da população aos serviços essenciais, especialmente nas regiões de difícil acesso do estado.

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Operação conjunta das polícias Civil e Militar prenderam homem acusado de estupro de vulnerável e ameaça em Marechal Thaumaturgo

Uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Marechal Thaumaturgo, e a Polícia Militar resultou na prisão de um homem nesta segunda-feira, 25. O indivíduo era alvo de um mandado de prisão preventiva e responde a um Inquérito Policial pelo crime de estupro de vulnerável. A vítima, uma adolescente de apenas 13 anos, estava sozinha em sua residência quando o agressor chegou ao local. O homem tentou agarrá-la e beijá-la à força. A jovem conseguiu se desvencilhar do suspeito e fugiu imediatamente em direção à sua escola, onde relatou o ocorrido e pediu ajuda aos funcionários. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Marcílio Laurentino, o crime ocorreu no dia 23 de abril deste ano, na comunidade rural Foz do Feijão. “A vítima conseguiu escapar do agressor e buscou refúgio no ambiente escolar, local onde recebeu o primeiro amparo e o caso pôde ser reportado às autoridades”, destacou o delegado Marcílio Laurentino. Após a tentativa de abuso, o investigado tentou intimidar a família da vítima para evitar a denúncia. O homem ameaçou matar o pai da adolescente, afirmando expressamente que “cortaria o pescoço dele” caso o caso fosse levado à polícia. Diante da gravidade dos fatos e do risco à integridade física das testemunhas, o delegado representou pela prisão preventiva do acusado, medida que foi prontamente decretada pelo Poder Judiciário. Na manhã desta segunda-feira, equipes das polícias Civil e Militar localizaram e capturaram o suspeito na sede do município de Marechal Thaumaturgo. Durante o interrogatório na delegacia, o preso apresentou uma versão incomum, ele alegou aos policiais que havia sofrido uma “disciplina” (castigo físico) por parte de integrantes de uma facção criminosa há cerca de duas semanas. Contudo, a versão foi colocada em xeque pelas autoridades, já que os agentes não constataram nenhuma marca ou sinal de tortura no corpo do suspeito. O acusado foi encaminhado para a realização do exame de corpo de delito para registrar formalmente suas condições físicas. Ele permanece à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia nesta terça-feira, 26, onde será definido se responderá ao processo em regime fechado.

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Polícia Civil do Acre localiza em Rondônia e Paraná assassinos foragidos desde os anos 90

Uma investigação minuciosa da Delegacia-Geral de Acrelândia/AC localizou e prendeu dois homens acusados de homicídios qualificados que, somados, passavam de 60 anos de fuga. Os alvos foram capturados nos estados de Rondônia e do Paraná. A captura exigiu um trabalho estratégico de inteligência policial para reconectar pistas antigas e contou com o apoio das forças de segurança locais de cada estado onde os criminosos tentavam se esconder. O primeiro caso solucionado remonta ao dia 8 de agosto de 1993, no Ramal do Granada, quilômetro 20. O nacional Antonio Apolinario é acusado de assassinar Jorge Gomes Martins após uma discussão fútil envolvendo a compra de uma saca de arroz. Segundo os registros da época, o autor exigia mais dinheiro da vítima e, após um bate-boca acalorado, prometeu vingança. Dias depois, aproveitando-se do momento em que Jorge Gomes havia acabado de se deitar para dormir, Antonio escondeu-se atrás da residência e, através das frestas da parede de madeira, efetuou um disparo de arma de fogo que tirou a vida da vítima. O acusado chegou a ser ouvido pela autoridade policial em outubro de 1993, mas fugiu logo em seguida, desaparecendo por 32 anos. Após 15 dias de diligências ininterruptas, os investigadores de Acrelândia, em uma ação conjunta com a Polícia Civil de Rondônia, localizaram e prenderam o homicida na cidade de Candeias do Jamari (RO). O segundo alvo da ofensiva foi Joaquim Manoel da Silva, foragido por um homicídio praticado em 17 de novembro de 1996, também no Ramal do Granada, mas no quilômetro 10. A vítima foi Francisco Pereira Alves. A investigação apontou motivação passional: a ex-esposa do acusado havia se separado dele e iniciado um relacionamento com Francisco. Demonstrando frieza, Joaquim fingiu aceitar a situação, aproximou-se do casal e conquistou a confiança de ambos ao longo de um ano, simulando não guardar mágoas. No entanto, no dia do crime, ele invadiu sorrateiramente a residência das vítimas e, escondido atrás de uma cortina, atirou na nuca de Francisco, que morreu instantaneamente. O trabalho integrado entre os oficiais de Acrelândia e as forças de segurança de Toledo (PR) permitiu rastrear o paradeiro do criminoso, culminando em sua prisão em território paranaense. “Essas prisões enviam um recado claro de que a Justiça pode até tardar devido às astúcias dos criminosos em se esconderem, mas o Estado não esquece. Estamos falando de crimes brutais, cometidos por motivos fúteis e passionais na década de 90, cujos autores acreditavam que o tempo havia apagado seus rastros. Graças à persistência dos nossos investigadores e ao apoio fundamental das polícias de Rondônia e do Paraná, conseguimos dar uma resposta definitiva para as famílias das vítimas. A impunidade não tem prazo de validade em Acrelândia”, enfatizou a delegada Jade Dene, que coordena a Delegacia-Geral de Acrelândia. Os dois capturados foram conduzidos às unidades prisionais dos estados onde foram localizados e passarão pelas respectivas audiências de custódia, ficando à disposição do Poder Judiciário do Acre para o cumprimento de suas penas.

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Polícia Civil captura foragido após 28 anos de homicídio no Acre

Em uma ação que mistura persistência policial e alta tecnologia de identificação, a Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prendeu na última sexta-feira, 22, o foragido F.G.S., de 48 anos. Conhecido pelas alcunhas de “Moído” ou “Marquinhos”, ele é o principal acusado do assassinato do adolescente Toni Guedes da Silva, de apenas 15 anos, ocorrido há quase três décadas. O crime ocorreu no dia 17 de abril de 1998, no bairro Preventório, em Rio Branco. Na ocasião, a vítima foi morta a golpes de faca. Desde então, o autor do homicídio conseguiu despistar as autoridades e permaneceu foragido por 28 anos. Durante um pente-fino realizado pelos investigadores da DHPP no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), focado em tirar de circulação criminosos contra a vida. A equipe localizou um mandado de prisão preventiva contra “Moído”, expedido em abril de 2020 pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco. Como as buscas iniciais em sistemas abertos não traziam o paradeiro do suspeito, os agentes decidiram rastrear o círculo familiar do acusado. Foi aí que uma inconsistência chamou a atenção da equipe, um suposto irmão de F.G.S. parecia ter “nascido” no ano 2000, data em que emitiu sua carteira de identidade sem que houvesse qualquer registro civil ou histórico anterior relacionado a ele. Desconfiados de que o criminoso pudesse ter assumido uma identidade falsa, os investigadores acionaram o Instituto de Identificação do Acre. Em uma parceria com a Força Nacional, os papiloscopistas realizaram um cruzamento de dados no sistema estadual ABIS (Automated Biometric Identification System). As análises de biometria facial e papiloscópica (impressões digitais) deram resultado positivo. O suposto irmão e o homicida eram, na verdade, a mesma pessoa. O criminoso havia criado uma vida paralela usando documentos falsos. Com a verdadeira identidade desmascarada, a polícia descobriu que o foragido vivia uma vida aparentemente normal no município de Capixaba, no interior do estado, onde atuava como comerciante. O levantamento da DHPP também apontou que, sob a identidade falsa, ele já havia respondido a um processo por tráfico de drogas no ano de 2009. Os policiais civis deslocaram-se até Capixaba e montaram uma campana nas proximidades dos endereços do suspeito. Durante a vigilância, a equipe obteve a informação de que F.G.S. havia viajado a Rio Branco, mas retornaria em breve. Os agentes mantiveram o monitoramento estratégico até o momento em que o acusado regressou à cidade, sendo finalmente interceptado e capturado. O desfecho bem-sucedido desta investigação de quase 30 anos foi fruto direto do cruzamento de dados, inteligência cibernética, análise documental rigorosa e, sobretudo, do trabalho integrado com os órgãos de identificação biométrica. F.G.S. agora permanece à disposição da Justiça e responderá pelo crime cometido em 1998, além das prováveis sanções pelo uso prolongado de documento falso.

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Polícia Civil prende casal investigado por extorsão e ameaças após furto de motocicleta em Rio Branco

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE), cumpriu nesta sexta-feira, 22, mandados de prisão preventiva contra um homem de iniciais J.V.S.L. e uma mulher identificada pelas iniciais A.C.M.S. Ambos são investigados pelos crimes de extorsão e ameaça. O caso teve início após a motocicleta de um cidadão ser furtada do quintal de sua residência. No dia seguinte ao crime, a vítima publicou informações sobre o furto em um grupo de WhatsApp do bairro e passou a receber mensagens dos suspeitos. Nas mensagens, os criminosos enviavam fotos da motocicleta e exigiam pagamento em dinheiro para devolver o veículo. Após negociação, a vítima realizou uma transferência bancária para a conta da mulher investigada. Posteriormente, a motocicleta foi abandonada e localizada nas proximidades de um posto de combustíveis às margens da BR-364. Após recuperar o veículo, a vítima acionou a instituição financeira para denunciar a prática criminosa, o que resultou no bloqueio e estorno do valor transferido. A partir desse momento, segundo a investigação, o casal passou a realizar ligações e enviar mensagens contendo graves ameaças de morte, exigindo que o dinheiro fosse novamente depositado na conta bancária. Durante as diligências, a Polícia Civil identificou que as linhas telefônicas utilizadas para praticar os crimes pertenciam aos investigados. Diante das provas reunidas, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do casal, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário. As investigações seguem em andamento para apurar possíveis participações de outras pessoas no esquema criminoso.

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Polícia Civil cumpre ordens judiciais contra dupla envolvida em assalto a motorista de aplicativo

A Polícia Civil do Acre (PCAC) por meio da equipe de oficiais investigadores da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE) deu cumprimento a dois mandados de prisão, nesta quinta-feira, 21, contra suspeitos de envolvimento em um assalto contra um motorista de aplicativo na capital. Um dos alvos, um homem que já se encontrava detido no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde (FOC), teve a nova ordem judicial notificada dentro da unidade prisional. Já a segunda suspeita foi capturada pelos oficiais investigadores de polícia, restando agora apenas um integrante do grupo foragido. O crime ocorreu na tarde do dia 14 de dezembro, quando a vítima aceitou uma corrida que partiu do Conjunto Carandá com destino ao Bairro Ouricuri. Ao chegarem ao local de desembarque, os passageiros e um comparsa anunciaram o assalto. Armados, os criminosos encostaram revólveres no pescoço e na cintura do trabalhador, ameaçando disparar contra a cabeça dele caso houvesse qualquer tipo de reação. O motorista teve as mãos amarradas com um fio de energia elétrica e foi jogado no banco traseiro de seu próprio veículo. Um dos assaltantes assumiu a direção do automóvel e o grupo seguiu até uma residência na Rua 25 de Dezembro, no Bairro Tancredo Neves. No local, a vítima foi mantida em cárcere privado dentro de um cativeiro, vigiada por um adolescente, enquanto o restante do bando fugiu levando o carro e dois celulares (um iPhone 8 Plus e um Poco M3). A reviravolta no caso aconteceu ainda dentro do cativeiro, localizado no Bairro Caladinho. Ao perceber que o menor de idade encarregado de vigiá-lo não estava armado, o motorista conseguiu desamarrar as próprias mãos e avançou contra o infrator. Após uma intensa luta corporal, a vítima conseguiu tomar o telefone celular do próprio assaltante e fugiu correndo pelas ruas da região, onde foi socorrida por um motociclista que passava pelo local e ajudou a acionar as autoridades.

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Operação Caminhos Seguros sufoca crimes contra crianças e adolescentes no Acre, mais de 900 pessoas foram alcançadas

A Polícia Civil do Acre (PCAC) apresentou o balanço final da Operação Caminhos Seguros 2026, realizada entre os dias 4 e 18 de maio. A ofensiva, que faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), teve como foco absoluto o enfrentamento de todas as formas de violência e exploração contra crianças e adolescentes. Durante os 15 dias de mobilização, a PCAC atuou de forma intensificada em todo o território acreano, com atenção especial e reforço de equipes nos municípios de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. Para cobrir a vasta extensão do estado, o planejamento estratégico mobilizou um expressivo efetivo policial, apoiado por 33 viaturas empregadas. A estratégia dividiu-se em três frentes principais: prevenção educativa, diligências de apuração e repressão qualificada. Acreditando que a informação é a primeira barreira de defesa, a operação realizou 14 ações educativas, visitando 6 escolas e alcançando diretamente 905 pessoas, entre estudantes, pais e educadores. Além disso, 7 locais foram rigorosamente fiscalizados para coibir a presença ou exploração de menores em ambientes inadequados. No campo das diligências, o disque-denúncia foi um forte aliado. A Polícia Civil recebeu 56 denúncias, das quais 47 já foram totalmente apuradas, resultando na identificação de 49 suspeitos e no mapeamento de 7 locais críticos. Ao todo, 230 vítimas receberam atendimento e acolhimento especializado. A resposta repressiva foi contundente, com 12 prisões efetuadas (5 em flagrante delito e 7 em cumprimento de mandados de prisão), 2 Mandados de Busca e Apreensão (MBA) cumpridos, 1 apreensão de material pornográfico infantojuvenil. Para garantir que os criminosos permaneçam atrás das grades e que a justiça seja feita, a atividade cartorária trabalhou em ritmo de plantão e alcançou números robustos de produtividade: Boletins de Ocorrência (BO) registrados 148 Inquéritos Policiais (IPL) instaurados 99 IPLs concluídos 94 Medidas cautelares representadas11 Medidas protetivas de urgência solicitadas13 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO)1 “O balanço da Operação Caminhos Seguros demonstra o compromisso inabalável da nossa instituição em proteger o futuro do Acre. Unir forças com o Ministério da Justiça nos permitiu sufocar a atuação de criminosos que cruzaram a linha da integridade das nossas crianças. Conseguimos dar uma resposta rápida tanto na capital quanto nos municípios mais isolados, mostrando que a Polícia Civil está presente em cada canto do estado. Esse esforço investigativo e o volume de inquéritos concluídos são a prova de que não daremos trégua para quem violenta nossos menores”, destacou o Delegado-Geral da PCAC, Dr. Pedro Buzolin. De acordo com a Coordenadora de Proteção aos Grupos Vulnerabilizados e do Programa Bem-Me-Quer, Dra. Juliana De Angelis a Polícia Civil reforça que o fim da operação nacional não cessa os trabalhos no estado. As investigações, o monitoramento de áreas de risco e o atendimento especializado às vítimas seguem de forma contínua em todas as delegacias do Acre. Denúncias podem ser feitas de forma anônima através do Disque 100 ou diretamente às unidades policiais. “Mais do que os números de prisões, o que nos move nesta operação é o alcance social e o acolhimento. Conseguimos atender mais de 230 vítimas e levar palestras preventivas para quase mil pessoas dentro das escolas. O combate à violência infantojuvenil começa na quebra do silêncio. Quando a população denuncia e nós conseguimos tirar o agressor de circulação e solicitar medidas protetivas, nós salvamos vidas. O Programa Bem-Me-Quer e toda a coordenação seguem firmes para garantir que esses caminhos continuem seguros e que as nossas crianças possam crescer protegidas”, disse De Angelis.

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Polícia Civil prende homem acusado de estupro e tentativa de feminicídio em Rio Branco

Em uma operação conjunta do Núcleo de Capturas (Necap), Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) culminou na prisão de um homem identificado pelas iniciais Í. S. de F., acusado de tentar estuprar e assassinar uma mulher. O mandado de prisão foi cumprido nesta quarta-feira, 20, na Rua São Marcos, localizada no bairro Habitasa, em Rio Branco, onde o suspeito foi localizado e detido pelas equipes policiais. De acordo com o procedimento investigativo conduzido pela Delegacia da Mulher, o crime ocorreu na madrugada do dia 8 de abril. A investigação apurou que a vítima e o acusado estavam juntos e, após consumirem entorpecentes, o homem exigiu manter relações sexuais com a vítima. Diante da recusa da vítima, o homem iniciou uma sequência de agressões violentas para tentar consumar o estupro. Conforme os relatos policiais, o modus operandi do agressor revelou requintes de crueldade, tais como: agressões físicas graves, a vítima foi atingida por diversos tapas e chutes concentrados na região do rosto e das costelas. Em posse de uma faca que pertencia à própria vítima, o agressor tentou golpeá-la. O acusado pressionou o joelho contra o pescoço de mulher, tentando sufocá-la, enquanto afirmava expressamente que iria tirá-la a vida. Mesmo diante da violência extrema, a vítima conseguiu se desvencilhar do agressor em um momento de distração e fugiu do local, escapando da morte. As autoridades que coordenaram a ação destacaram o perfil de alta periculosidade do acusado. Os relatórios da Deam apontam que a conduta do acusado demonstrou um total desprezo pela vida, pela integridade física e pela dignidade sexual da vítima, que se encontrava em um contexto de extrema vulnerabilidade no momento do ataque. Após o cumprimento do mandado judicial, o homem foi conduzido à delegacia, onde foram realizados os procedimentos cabíveis. Ele permanecerá à disposição do Poder Judiciário e deve responder pelos crimes de tentativa de estupro e tentativa de feminicídio.

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