Polícia Civil do Estado do Acre – PCAC

maio 2026

interior, Notícias

Polícia Civil captura foragido após 28 anos de homicídio no Acre

Em uma ação que mistura persistência policial e alta tecnologia de identificação, a Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prendeu na última sexta-feira, 22, o foragido F.G.S., de 48 anos. Conhecido pelas alcunhas de “Moído” ou “Marquinhos”, ele é o principal acusado do assassinato do adolescente Toni Guedes da Silva, de apenas 15 anos, ocorrido há quase três décadas. O crime ocorreu no dia 17 de abril de 1998, no bairro Preventório, em Rio Branco. Na ocasião, a vítima foi morta a golpes de faca. Desde então, o autor do homicídio conseguiu despistar as autoridades e permaneceu foragido por 28 anos. Durante um pente-fino realizado pelos investigadores da DHPP no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), focado em tirar de circulação criminosos contra a vida. A equipe localizou um mandado de prisão preventiva contra “Moído”, expedido em abril de 2020 pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco. Como as buscas iniciais em sistemas abertos não traziam o paradeiro do suspeito, os agentes decidiram rastrear o círculo familiar do acusado. Foi aí que uma inconsistência chamou a atenção da equipe, um suposto irmão de F.G.S. parecia ter “nascido” no ano 2000, data em que emitiu sua carteira de identidade sem que houvesse qualquer registro civil ou histórico anterior relacionado a ele. Desconfiados de que o criminoso pudesse ter assumido uma identidade falsa, os investigadores acionaram o Instituto de Identificação do Acre. Em uma parceria com a Força Nacional, os papiloscopistas realizaram um cruzamento de dados no sistema estadual ABIS (Automated Biometric Identification System). As análises de biometria facial e papiloscópica (impressões digitais) deram resultado positivo. O suposto irmão e o homicida eram, na verdade, a mesma pessoa. O criminoso havia criado uma vida paralela usando documentos falsos. Com a verdadeira identidade desmascarada, a polícia descobriu que o foragido vivia uma vida aparentemente normal no município de Capixaba, no interior do estado, onde atuava como comerciante. O levantamento da DHPP também apontou que, sob a identidade falsa, ele já havia respondido a um processo por tráfico de drogas no ano de 2009. Os policiais civis deslocaram-se até Capixaba e montaram uma campana nas proximidades dos endereços do suspeito. Durante a vigilância, a equipe obteve a informação de que F.G.S. havia viajado a Rio Branco, mas retornaria em breve. Os agentes mantiveram o monitoramento estratégico até o momento em que o acusado regressou à cidade, sendo finalmente interceptado e capturado. O desfecho bem-sucedido desta investigação de quase 30 anos foi fruto direto do cruzamento de dados, inteligência cibernética, análise documental rigorosa e, sobretudo, do trabalho integrado com os órgãos de identificação biométrica. F.G.S. agora permanece à disposição da Justiça e responderá pelo crime cometido em 1998, além das prováveis sanções pelo uso prolongado de documento falso.

interior, Notícias

Polícia Civil prende casal investigado por extorsão e ameaças após furto de motocicleta em Rio Branco

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE), cumpriu nesta sexta-feira, 22, mandados de prisão preventiva contra um homem de iniciais J.V.S.L. e uma mulher identificada pelas iniciais A.C.M.S. Ambos são investigados pelos crimes de extorsão e ameaça. O caso teve início após a motocicleta de um cidadão ser furtada do quintal de sua residência. No dia seguinte ao crime, a vítima publicou informações sobre o furto em um grupo de WhatsApp do bairro e passou a receber mensagens dos suspeitos. Nas mensagens, os criminosos enviavam fotos da motocicleta e exigiam pagamento em dinheiro para devolver o veículo. Após negociação, a vítima realizou uma transferência bancária para a conta da mulher investigada. Posteriormente, a motocicleta foi abandonada e localizada nas proximidades de um posto de combustíveis às margens da BR-364. Após recuperar o veículo, a vítima acionou a instituição financeira para denunciar a prática criminosa, o que resultou no bloqueio e estorno do valor transferido. A partir desse momento, segundo a investigação, o casal passou a realizar ligações e enviar mensagens contendo graves ameaças de morte, exigindo que o dinheiro fosse novamente depositado na conta bancária. Durante as diligências, a Polícia Civil identificou que as linhas telefônicas utilizadas para praticar os crimes pertenciam aos investigados. Diante das provas reunidas, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do casal, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário. As investigações seguem em andamento para apurar possíveis participações de outras pessoas no esquema criminoso.

interior, Notícias

Polícia Civil cumpre ordens judiciais contra dupla envolvida em assalto a motorista de aplicativo

A Polícia Civil do Acre (PCAC) por meio da equipe de oficiais investigadores da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE) deu cumprimento a dois mandados de prisão, nesta quinta-feira, 21, contra suspeitos de envolvimento em um assalto contra um motorista de aplicativo na capital. Um dos alvos, um homem que já se encontrava detido no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde (FOC), teve a nova ordem judicial notificada dentro da unidade prisional. Já a segunda suspeita foi capturada pelos oficiais investigadores de polícia, restando agora apenas um integrante do grupo foragido. O crime ocorreu na tarde do dia 14 de dezembro, quando a vítima aceitou uma corrida que partiu do Conjunto Carandá com destino ao Bairro Ouricuri. Ao chegarem ao local de desembarque, os passageiros e um comparsa anunciaram o assalto. Armados, os criminosos encostaram revólveres no pescoço e na cintura do trabalhador, ameaçando disparar contra a cabeça dele caso houvesse qualquer tipo de reação. O motorista teve as mãos amarradas com um fio de energia elétrica e foi jogado no banco traseiro de seu próprio veículo. Um dos assaltantes assumiu a direção do automóvel e o grupo seguiu até uma residência na Rua 25 de Dezembro, no Bairro Tancredo Neves. No local, a vítima foi mantida em cárcere privado dentro de um cativeiro, vigiada por um adolescente, enquanto o restante do bando fugiu levando o carro e dois celulares (um iPhone 8 Plus e um Poco M3). A reviravolta no caso aconteceu ainda dentro do cativeiro, localizado no Bairro Caladinho. Ao perceber que o menor de idade encarregado de vigiá-lo não estava armado, o motorista conseguiu desamarrar as próprias mãos e avançou contra o infrator. Após uma intensa luta corporal, a vítima conseguiu tomar o telefone celular do próprio assaltante e fugiu correndo pelas ruas da região, onde foi socorrida por um motociclista que passava pelo local e ajudou a acionar as autoridades.

Notícias

Polícia Civil localiza e prende mulher foragida da Justiça em Rio Branco

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), cumpriu um mandado de prisão definitiva na última quarta-feira, 20, contra uma mulher de 58 anos, identificada pelas iniciais A.C.R. Ela foi condenada a 3 anos e 1 mês de reclusão pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. A captura aconteceu no Beco Mendes, localizado no Bairro Preventório, na capital acreana. De acordo com a polícia, a prisão foi resultado de um intenso trabalho investigativo realizado pelos agentes da delegacia especializada, que conseguiram rastrear e identificar o paradeiro exato da foragida. O mandado de prisão foi expedido pela Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas de Rio Branco. A condenação da capturada baseou-se na legislação vigente do desarmamento. A presa foi encaminhada à delegacia para os procedimentos cabíveis e, posteriormente, será transferida ao sistema prisional do estado, onde dará início ao cumprimento de sua pena.

interior, Notícias

Operação Caminhos Seguros sufoca crimes contra crianças e adolescentes no Acre, mais de 900 pessoas foram alcançadas

A Polícia Civil do Acre (PCAC) apresentou o balanço final da Operação Caminhos Seguros 2026, realizada entre os dias 4 e 18 de maio. A ofensiva, que faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), teve como foco absoluto o enfrentamento de todas as formas de violência e exploração contra crianças e adolescentes. Durante os 15 dias de mobilização, a PCAC atuou de forma intensificada em todo o território acreano, com atenção especial e reforço de equipes nos municípios de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. Para cobrir a vasta extensão do estado, o planejamento estratégico mobilizou um expressivo efetivo policial, apoiado por 33 viaturas empregadas. A estratégia dividiu-se em três frentes principais: prevenção educativa, diligências de apuração e repressão qualificada. Acreditando que a informação é a primeira barreira de defesa, a operação realizou 14 ações educativas, visitando 6 escolas e alcançando diretamente 905 pessoas, entre estudantes, pais e educadores. Além disso, 7 locais foram rigorosamente fiscalizados para coibir a presença ou exploração de menores em ambientes inadequados. No campo das diligências, o disque-denúncia foi um forte aliado. A Polícia Civil recebeu 56 denúncias, das quais 47 já foram totalmente apuradas, resultando na identificação de 49 suspeitos e no mapeamento de 7 locais críticos. Ao todo, 230 vítimas receberam atendimento e acolhimento especializado. A resposta repressiva foi contundente, com 12 prisões efetuadas (5 em flagrante delito e 7 em cumprimento de mandados de prisão), 2 Mandados de Busca e Apreensão (MBA) cumpridos, 1 apreensão de material pornográfico infantojuvenil. Para garantir que os criminosos permaneçam atrás das grades e que a justiça seja feita, a atividade cartorária trabalhou em ritmo de plantão e alcançou números robustos de produtividade: Boletins de Ocorrência (BO) registrados 148 Inquéritos Policiais (IPL) instaurados 99 IPLs concluídos 94 Medidas cautelares representadas11 Medidas protetivas de urgência solicitadas13 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO)1 “O balanço da Operação Caminhos Seguros demonstra o compromisso inabalável da nossa instituição em proteger o futuro do Acre. Unir forças com o Ministério da Justiça nos permitiu sufocar a atuação de criminosos que cruzaram a linha da integridade das nossas crianças. Conseguimos dar uma resposta rápida tanto na capital quanto nos municípios mais isolados, mostrando que a Polícia Civil está presente em cada canto do estado. Esse esforço investigativo e o volume de inquéritos concluídos são a prova de que não daremos trégua para quem violenta nossos menores”, destacou o Delegado-Geral da PCAC, Dr. Pedro Buzolin. De acordo com a Coordenadora de Proteção aos Grupos Vulnerabilizados e do Programa Bem-Me-Quer, Dra. Juliana De Angelis a Polícia Civil reforça que o fim da operação nacional não cessa os trabalhos no estado. As investigações, o monitoramento de áreas de risco e o atendimento especializado às vítimas seguem de forma contínua em todas as delegacias do Acre. Denúncias podem ser feitas de forma anônima através do Disque 100 ou diretamente às unidades policiais. “Mais do que os números de prisões, o que nos move nesta operação é o alcance social e o acolhimento. Conseguimos atender mais de 230 vítimas e levar palestras preventivas para quase mil pessoas dentro das escolas. O combate à violência infantojuvenil começa na quebra do silêncio. Quando a população denuncia e nós conseguimos tirar o agressor de circulação e solicitar medidas protetivas, nós salvamos vidas. O Programa Bem-Me-Quer e toda a coordenação seguem firmes para garantir que esses caminhos continuem seguros e que as nossas crianças possam crescer protegidas”, disse De Angelis.

interior, Notícias

Polícia Civil prende homem acusado de estupro e tentativa de feminicídio em Rio Branco

Em uma operação conjunta do Núcleo de Capturas (Necap), Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) culminou na prisão de um homem identificado pelas iniciais Í. S. de F., acusado de tentar estuprar e assassinar uma mulher. O mandado de prisão foi cumprido nesta quarta-feira, 20, na Rua São Marcos, localizada no bairro Habitasa, em Rio Branco, onde o suspeito foi localizado e detido pelas equipes policiais. De acordo com o procedimento investigativo conduzido pela Delegacia da Mulher, o crime ocorreu na madrugada do dia 8 de abril. A investigação apurou que a vítima e o acusado estavam juntos e, após consumirem entorpecentes, o homem exigiu manter relações sexuais com a vítima. Diante da recusa da vítima, o homem iniciou uma sequência de agressões violentas para tentar consumar o estupro. Conforme os relatos policiais, o modus operandi do agressor revelou requintes de crueldade, tais como: agressões físicas graves, a vítima foi atingida por diversos tapas e chutes concentrados na região do rosto e das costelas. Em posse de uma faca que pertencia à própria vítima, o agressor tentou golpeá-la. O acusado pressionou o joelho contra o pescoço de mulher, tentando sufocá-la, enquanto afirmava expressamente que iria tirá-la a vida. Mesmo diante da violência extrema, a vítima conseguiu se desvencilhar do agressor em um momento de distração e fugiu do local, escapando da morte. As autoridades que coordenaram a ação destacaram o perfil de alta periculosidade do acusado. Os relatórios da Deam apontam que a conduta do acusado demonstrou um total desprezo pela vida, pela integridade física e pela dignidade sexual da vítima, que se encontrava em um contexto de extrema vulnerabilidade no momento do ataque. Após o cumprimento do mandado judicial, o homem foi conduzido à delegacia, onde foram realizados os procedimentos cabíveis. Ele permanecerá à disposição do Poder Judiciário e deve responder pelos crimes de tentativa de estupro e tentativa de feminicídio.

interior, Notícias

Polícia Civil realiza palestra de prevenção ao abuso sexual infantil em Porto Acre

Em alusão ao “Maio Laranja”, mês de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, e no âmbito da Operação Caminhos Seguros, a Polícia Civil do Acre (PCAC) realizou, na manhã desta quarta-feira, 20, uma palestra de prevenção e conscientização voltada para os profissionais que integram a rede de apoio local. O evento aconteceu no Centro de Convenções de Porto Acre. Ao todo, 41 profissionais participaram da capacitação, unindo forças entre a Sede do município e as regiões ribeirinhas. O encontro contou com a presença de técnicas do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), além de representantes da Secretaria de Saúde, por meio da equipe Emulti e do Programa Saúde na Escola (PSE). A ação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Educação através do Setor de Atenção Psicossocial, e contou com a presença da secretária da pasta, Deusenir Pinheiro. O objetivo principal da palestra foi instrumentalizar os educadores e agentes de saúde para que consigam identificar sinais de violência sexual e saibam como proceder de forma rápida e segura no encaminhamento das denúncias. Por estarem no convívio diário com os menores, esses profissionais são considerados a primeira linha de defesa após o ambiente familiar. A secretária de Educação, Deusenir Pinheiro, destacou a importância de integrar as escolas urbanas e ribeirinhas nessa engrenagem de proteção, garantindo que a informação e o amparo cheguem até as comunidades mais isoladas. O delegado Leonardo Neves, que esteve à frente da condução do evento, enfatizou o papel da segurança pública para além da repressão ao crime, focando no poder da prevenção e do acolhimento. “A Operação Caminhos Seguros não se faz apenas com mandados de prisão, mas, fundamentalmente, com informação e prevenção. O ambiente escolar e a rede de assistência social são os nossos maiores aliados nessa luta. Muitas vezes, a criança não consegue verbalizar o sofrimento, mas muda o comportamento em sala de aula ou nos atendimentos de saúde. Quando capacitamos esses profissionais, estamos criando um escudo invisível, mas extremamente eficiente, ao redor dos nossos menores. A Polícia Civil está de portas abertas para agir de forma severa contra os criminosos, mas nosso maior objetivo aqui hoje é evitar que o crime aconteça”, enfatizou. O encerramento do evento reforçou o compromisso do município de Porto Acre em manter canais de denúncia ativos e o fluxo de atendimento integrado, garantindo que nenhuma suspeita de abuso contra vulneráveis passe despercebida.

interior, Notícias

Homem é preso pela Polícia Civil suspeito de estuprar enteadas de 9 e 17 anos; polícia investiga conivência da mãe

Uma ação da Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Rodrigues Alves, resultou na prisão de um homem na manhã desta quarta-feira, 20. Ele é acusado dos crimes de estupro e estupro de vulnerável praticados contra as próprias enteadas, uma criança de 9 anos e uma adolescente de 17 anos. O caso, que chocou a comunidade local, passou a ser investigado após uma denúncia formalizada pelo Conselho Tutelar. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Marcílio Laurentino, o Conselho Tutelar acionou a polícia após relatos de que a criança de 9 anos vinha sofrendo abusos sexuais por parte do padrasto. Testemunhas relataram ter visto o suspeito saindo de madrugada de um matagal, nas proximidades da balsa do município, acompanhado da menor, um fato que já era de amplo conhecimento e repercussão na cidade. Exame de corpo de delito: A criança foi encaminhada para exames periciais. O laudo médico constatou o rompimento de hímen antigo e cicatrizado, confirmando que houve conjunção carnal em episódios anteriores. A genitora da vítima também foi ouvida inicialmente pela autoridade policial, ao ser ouvido na delegacia, o homem negou veementemente todas as acusações. No decorrer das investigações, a polícia recebeu uma nova denúncia apontando que a outra filha da companheira do suspeito, hoje com 17 anos, também teria sido vítima do padrasto. Em depoimento, a adolescente confirmou os abusos e revelou ter sido estuprada por ele quando tinha apenas 14 anos. Na mesma época da violência, a jovem engravidou. Até o momento, ela não sabe se a paternidade da criança é do acusado ou de seu namorado na época. O delegado Marcílio Laurentino informou que a adolescente, o filho dela e o suspeito passarão por exames de DNA para que a paternidade seja legalmente identificada. “Um dos pontos que mais chamou a atenção da equipe de investigação foi o fato de o agressor ter retornado a residir na mesma casa que as vítimas, mesmo após os episódios relatados. Por conta disso, a conduta da mãe será rigorosamente apurada para determinar se houve conivência ou omissão da parte dela em relação aos crimes cometidos contra as filhas”, disse Laurentino. O acusado permanece detido e será encaminhado para a audiência de custódia nesta quinta-feira, 21, onde o Poder Judiciário avaliará a manutenção de sua prisão preventiva.

interior, Notícias

Polícia Civil prende em Bujari homem foragido por estupro de vulnerável contra a própria filha

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Bujari, efetuou na manhã desta quarta-feira, 20, a prisão de um homem que estava foragido da Justiça. Ele é acusado de cometer o crime de estupro de vulnerável contra a sua própria filha, uma criança que tinha entre 10 e 12 anos na época dos fatos. Os crimes ocorreram entre os anos de 2011 e 2012. O mandado de prisão preventiva havia sido expedido pela 2ª Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Rio Branco em novembro de 2022, após sucessivas tentativas frustradas de localizar o suspeito. Durante anos, as autoridades policiais realizaram diversas diligências para tentar capturar o acusado. Diante do sumiço, o homem chegou a ser citado por edital, mas nunca compareceu ao processo e tampouco constituiu um advogado para representá-lo. Ao decretar a prisão preventiva em 2022, a juíza responsável pelo caso fundamentou a decisão na fuga deliberada do acusado. A magistrada destacou que a conduta configurava um claro embaraço à aplicação da lei penal, e que a prisão se fazia necessária para proteger a integridade do processo e preservar as provas do crime. A captura foi realizada pela equipe da Polícia Civil de Bujari, após um minucioso trabalho de inteligência que mapeou a região e conseguiu identificar o paradeiro exato do suspeito. Após receber a voz de prisão, ele foi conduzido à delegacia local e agora permanece à disposição do Poder Judiciário. O delegado Bruno Coelho Oliveira, responsável pela condução das investigações e pelas diligências que culminaram na prisão, ressaltou o impacto da operação tanto para o sistema de Justiça quanto para a sociedade. “Nenhum agressor pode achar que a distância ou o tempo vão apagar o que fez. Esse homem fugiu, se escondeu, tentou desaparecer, mas a memória do crime ficou registrada nos autos. A nossa equipe trabalhou de forma silenciosa, juntando cada informação, cada pista, até que o cerco se fechou”, declarou a autoridade policial. O delegado ainda enfatizou o sentimento de dever cumprido da equipe após anos de busca. “Esta manhã foi o resultado disso. É uma satisfação profissional, mas sobretudo é uma satisfação humana saber que demos uma resposta concreta a uma criança que um dia sofreu uma das violências mais brutais que existem”, concluiu Oliveira.

Rolar para cima