Polícia Civil do Estado do Acre – PCAC

23 de maio de 2026

interior, Notícias

Polícia Civil do Acre localiza em Rondônia e Paraná assassinos foragidos desde os anos 90

Uma investigação minuciosa da Delegacia-Geral de Acrelândia/AC localizou e prendeu dois homens acusados de homicídios qualificados que, somados, passavam de 60 anos de fuga. Os alvos foram capturados nos estados de Rondônia e do Paraná. A captura exigiu um trabalho estratégico de inteligência policial para reconectar pistas antigas e contou com o apoio das forças de segurança locais de cada estado onde os criminosos tentavam se esconder. O primeiro caso solucionado remonta ao dia 8 de agosto de 1993, no Ramal do Granada, quilômetro 20. O nacional Antonio Apolinario é acusado de assassinar Jorge Gomes Martins após uma discussão fútil envolvendo a compra de uma saca de arroz. Segundo os registros da época, o autor exigia mais dinheiro da vítima e, após um bate-boca acalorado, prometeu vingança. Dias depois, aproveitando-se do momento em que Jorge Gomes havia acabado de se deitar para dormir, Antonio escondeu-se atrás da residência e, através das frestas da parede de madeira, efetuou um disparo de arma de fogo que tirou a vida da vítima. O acusado chegou a ser ouvido pela autoridade policial em outubro de 1993, mas fugiu logo em seguida, desaparecendo por 32 anos. Após 15 dias de diligências ininterruptas, os investigadores de Acrelândia, em uma ação conjunta com a Polícia Civil de Rondônia, localizaram e prenderam o homicida na cidade de Candeias do Jamari (RO). O segundo alvo da ofensiva foi Joaquim Manoel da Silva, foragido por um homicídio praticado em 17 de novembro de 1996, também no Ramal do Granada, mas no quilômetro 10. A vítima foi Francisco Pereira Alves. A investigação apontou motivação passional: a ex-esposa do acusado havia se separado dele e iniciado um relacionamento com Francisco. Demonstrando frieza, Joaquim fingiu aceitar a situação, aproximou-se do casal e conquistou a confiança de ambos ao longo de um ano, simulando não guardar mágoas. No entanto, no dia do crime, ele invadiu sorrateiramente a residência das vítimas e, escondido atrás de uma cortina, atirou na nuca de Francisco, que morreu instantaneamente. O trabalho integrado entre os oficiais de Acrelândia e as forças de segurança de Toledo (PR) permitiu rastrear o paradeiro do criminoso, culminando em sua prisão em território paranaense. “Essas prisões enviam um recado claro de que a Justiça pode até tardar devido às astúcias dos criminosos em se esconderem, mas o Estado não esquece. Estamos falando de crimes brutais, cometidos por motivos fúteis e passionais na década de 90, cujos autores acreditavam que o tempo havia apagado seus rastros. Graças à persistência dos nossos investigadores e ao apoio fundamental das polícias de Rondônia e do Paraná, conseguimos dar uma resposta definitiva para as famílias das vítimas. A impunidade não tem prazo de validade em Acrelândia”, enfatizou a delegada Jade Dene, que coordena a Delegacia-Geral de Acrelândia. Os dois capturados foram conduzidos às unidades prisionais dos estados onde foram localizados e passarão pelas respectivas audiências de custódia, ficando à disposição do Poder Judiciário do Acre para o cumprimento de suas penas.

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Polícia Civil captura foragido após 28 anos de homicídio no Acre

Em uma ação que mistura persistência policial e alta tecnologia de identificação, a Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prendeu na última sexta-feira, 22, o foragido F.G.S., de 48 anos. Conhecido pelas alcunhas de “Moído” ou “Marquinhos”, ele é o principal acusado do assassinato do adolescente Toni Guedes da Silva, de apenas 15 anos, ocorrido há quase três décadas. O crime ocorreu no dia 17 de abril de 1998, no bairro Preventório, em Rio Branco. Na ocasião, a vítima foi morta a golpes de faca. Desde então, o autor do homicídio conseguiu despistar as autoridades e permaneceu foragido por 28 anos. Durante um pente-fino realizado pelos investigadores da DHPP no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), focado em tirar de circulação criminosos contra a vida. A equipe localizou um mandado de prisão preventiva contra “Moído”, expedido em abril de 2020 pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco. Como as buscas iniciais em sistemas abertos não traziam o paradeiro do suspeito, os agentes decidiram rastrear o círculo familiar do acusado. Foi aí que uma inconsistência chamou a atenção da equipe, um suposto irmão de F.G.S. parecia ter “nascido” no ano 2000, data em que emitiu sua carteira de identidade sem que houvesse qualquer registro civil ou histórico anterior relacionado a ele. Desconfiados de que o criminoso pudesse ter assumido uma identidade falsa, os investigadores acionaram o Instituto de Identificação do Acre. Em uma parceria com a Força Nacional, os papiloscopistas realizaram um cruzamento de dados no sistema estadual ABIS (Automated Biometric Identification System). As análises de biometria facial e papiloscópica (impressões digitais) deram resultado positivo. O suposto irmão e o homicida eram, na verdade, a mesma pessoa. O criminoso havia criado uma vida paralela usando documentos falsos. Com a verdadeira identidade desmascarada, a polícia descobriu que o foragido vivia uma vida aparentemente normal no município de Capixaba, no interior do estado, onde atuava como comerciante. O levantamento da DHPP também apontou que, sob a identidade falsa, ele já havia respondido a um processo por tráfico de drogas no ano de 2009. Os policiais civis deslocaram-se até Capixaba e montaram uma campana nas proximidades dos endereços do suspeito. Durante a vigilância, a equipe obteve a informação de que F.G.S. havia viajado a Rio Branco, mas retornaria em breve. Os agentes mantiveram o monitoramento estratégico até o momento em que o acusado regressou à cidade, sendo finalmente interceptado e capturado. O desfecho bem-sucedido desta investigação de quase 30 anos foi fruto direto do cruzamento de dados, inteligência cibernética, análise documental rigorosa e, sobretudo, do trabalho integrado com os órgãos de identificação biométrica. F.G.S. agora permanece à disposição da Justiça e responderá pelo crime cometido em 1998, além das prováveis sanções pelo uso prolongado de documento falso.

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