Polícia Civil do Estado do Acre – PCAC

13 de janeiro de 2026

Notícias

Polícia Civil prende quatro suspeitos por assassinato ligado a facção criminosa em Brasiléia

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Brasiléia, deflagrou nesta terça-feira, 13, uma operação para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados ao assassinato de Regina Patrícia Teixeira da Cunha. O crime ocorreu na madrugada do dia 2 de janeiro e, segundo as investigações, foi motivado por vingança e pela dinâmica de atuação de facções criminosas na região. Durante a ação policial, quatro indivíduos foram presos, acusados de envolvimento direto no planejamento e na execução do homicídio qualificado. Uma quinta investigada, apontada como peça-chave na logística do crime, permanece foragida. Conforme apurado, a vítima teve sua morte “decretada” por membros da facção, sob a alegação de que estaria repassando informações da organização criminosa às autoridades. As investigações levaram ao cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado no bairro Eldorado, identificado como o “centro logístico e operacional” do grupo criminoso. No local, a Polícia Civil buscou apreender a faca utilizada no homicídio, um sistema de monitoramento eletrônico (DVR) que pode ter registrado a movimentação dos envolvidos, além de objetos com possíveis vestígios de sangue, como um balde usado para a limpeza das mãos do executor após o crime. De acordo com o inquérito, a investigada que segue foragida foi responsável por fornecer pessoalmente a arma utilizada no assassinato, uma faca de açougueiro de grande porte, com cabo branco, além de disponibilizar sua motocicleta para o deslocamento e a fuga dos executores após o homicídio. O delegado Erick Ferreira Maciel fundamentou o pedido de prisão preventiva na alta periculosidade dos envolvidos e no risco à ordem pública. Segundo ele, a liberdade dos acusados representava uma ameaça concreta às testemunhas e à própria colheita de provas, diante da característica de “tribunal do crime” que marcou a execução. As investigações continuam para localizar a última suspeita e concluir o inquérito policial, que já conta com confissões detalhadas de parte dos presos.  

Notícias

Operação ‘Casa Maior’ cumpre mais de 100 ordens judiciais no Acre e em outros seis estados

Uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Acre (PCAC) e o Ministério Público resultou no cumprimento de mais de 100 ordens judiciais nesta quarta-feira, 13, no Acre e em outros estados do país. A ofensiva, batizada de Operação Casa Maior, teve como foco o enfrentamento a uma organização criminosa com forte atuação interestadual, envolvida em tráfico de drogas, extorsão e crimes violentos. No Acre, a operação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e executada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em conjunto com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Ao todo, foram expedidos 62 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso. Até o momento, 15 pessoas foram presas, mais de R$ 27 mil em dinheiro foram apreendidos, além de uma arma de fogo, munições e veículos. As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, além dos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraíba e Mato Grosso. Segundo as autoridades, devido à ampla ramificação da organização criminosa, a operação precisou ser estendida para outros seis estados da federação, onde alvos estratégicos foram localizados e presos. Em coletiva de imprensa, o Delegado-Geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, frisou que a operação representa apenas mais uma etapa de um trabalho investigativo contínuo de anos de investigação. “As investigações não param por aqui. Estamos falando de um grupo criminoso altamente estruturado, que atuava na cobrança de pedágio de comerciantes, deliberava comandos para execuções e exercia papel decisivo dentro da organização criminosa. Não descartamos novas prisões e apreensões, pois esse trabalho não se encerra com a operação de hoje. As investigações continuam”, destacou o delegado-geral. O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, ressaltou a complexidade da investigação e o alcance interestadual do esquema criminoso. “Foi identificada uma ligação direta entre criminosos do Acre com presos do sistema prisional do Rio de Janeiro e também com foragidos daquele estado. A investigação revelou ainda a participação de advogados já condenados por integrar organização criminosa, além do envolvimento de esposas de lideranças, que passaram a expedir ordens após a prisão de seus maridos”, afirmou o promotor. As apurações também identificaram e resultaram no bloqueio de um grande fluxo financeiro utilizado para financiar as atividades criminosas e manter o padrão de vida das lideranças da facção. Além disso, os investigadores conseguiram mapear o processo decisório interno, as disputas de poder e a hierarquia dentro da organização. Além do tráfico de drogas, a Operação Casa Maior desarticulou esquemas de extorsão contra comerciantes do centro de Rio Branco, que eram obrigados a pagar supostas “taxas de segurança” impostas por criminosos. A ação representa um duro golpe contra o crime organizado e reforça a atuação integrada das forças de segurança e do Ministério Público no combate às facções criminosas no Acre e no país.

Rolar para cima