Polícia Civil do Estado do Acre – PCAC

abril 2026

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Polícia Civil prende homem acusado de estuprar as próprias sobrinhas em Bujari

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Bujari, cumpriu na manhã desta quarta-feira, 22, um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado pelo crime de estupro de vulnerável. O suspeito é acusado de abusar sexualmente de duas sobrinhas adolescentes. As investigações, conduzidas pela equipe do delegado Bruno Coelho Oliveira, revelaram detalhes sobre a conduta do investigado. Um dos abusos teria ocorrido na madrugada de 1º de janeiro de 2026, em uma propriedade na zona rural de Bujari, onde a família celebrava a chegada do Ano Novo. Na ocasião, o homem teria praticado atos libidinosos contra uma das vítimas. A investigação tomou proporções ainda maiores quando uma das adolescentes confidenciou o ocorrido a uma amiga, que revelou também ter sido vítima do mesmo familiar. No caso da segunda vítima, os relatos apontam para crimes ainda mais graves, incluindo conjunção carnal, ocorridos no município de Rio Branco. Os depoimentos das adolescentes foram fundamentais e ganharam sustentação com o relato de testemunhas que confirmaram os fatos narrados. A consistência das provas levou ao indiciamento do suspeito com base no Artigo 217-A do Código Penal. “A Polícia Civil do Acre age com rigor e rapidez quando se trata de crimes praticados contra crianças e adolescentes. O estupro de vulnerável é um dos crimes mais graves previstos em nosso ordenamento jurídico, e não haverá tolerância, independentemente do vínculo que o autor tenha com a vítima. A denúncia salva vidas”, afirmou o delegado Bruno Coelho. O crime de estupro de vulnerável é classificado como hediondo pela legislação brasileira. Caso seja condenado, o investigado pode cumprir uma pena que varia de 8 a 15 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. O homem agora segue à disposição do Poder Judiciário.

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Artigo: Da ineficiência investigativa às boas práticas acreanas

A EFICÁCIA DA EMPATIA INSTITUCIONAL NO ATENDIMENTO POLICIAL CIVIL À VIOLÊNCIA DE GÊNERO: Da Ineficiência Investigativa às Boas Práticas Acreanas Resumo: O Brasil enfrenta uma epidemia de violência de gênero, com índices de feminicídio alarmantes, como evidenciado pelo 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2024), que registrou o maior número de feminicídios desde 2015. Este artigo propõe analisar a relação direta entre a persistente ineficiência do Estado na investigação de crimes de gênero e a qualidade do atendimento policial oferecido às vítimas. Argumenta-se que a mera existência de normas protetivas é insuficiente sem a implementação de uma cultura de empatia institucional capaz de prevenir a revitimização e fortalecer a confiança da mulher no sistema de justiça. Utilizando uma metodologia qualitativa de análise documental e estudos de caso, o trabalho investiga as boas práticas desenvolvidas pela Polícia Civil do Acre – Estado que historicamente apresenta os maiores índices proporcionais de feminicídio no país – focando nas iniciativas “Bem-Me-Quer”, “Closet Solidário” e “Ei, Você Consegue!”. Conclui-se que o acolhimento humanizado e a incorporação da perspectiva de gênero no primeiro contato policial são cruciais para a diminuição das cifras negras e para a efetividade da investigação criminal, transformando a resposta estatal de punitivista em protetiva e inclusiva. Palavras-chave: Empatia institucional; Violência de Gênero; Boas práticas; Atendimento; Revitimização. INTRODUÇÃO O enfrentamento à violência de gênero no Brasil exige uma resposta complexa que vá além da dogmática jurídica e da repressão penal isolada. A realidade brasileira é marcada por índices que colocam o Brasil no quinto lugar entre as nações com maior número de homicídios de mulheres “evidenciando que os índices locais excedem, em muito, os encontrados na maior parte dos países do mundo.” (Waiselfisz, 2015, p. 27). Anos depois, o quadro não apenas se manteve como se agravou: segundo o 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2024)[2], o país registrou, em 2023, o maior número de feminicídios[3] desde a promulgação da Lei nº 13.104/2015, com 1.467 mulheres assassinadas — uma taxa de 1,4 mortes por 100 mil mulheres, representando um aumento de 1,6% em relação ao ano anterior. Além da dimensão nacional do problema, esse fenômeno também revela profundas desigualdades regionais. O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) evidencia uma disparidade regional na incidência de feminicídios. A região Centro-Oeste apresentou o maior índice em 2023, com uma média de 2 casos por 100 mil mulheres, seguida pelo Norte e pelo Sul, com 1,6 e 1,5, respectivamente. Os estados de Mato Grosso, Acre e Rondônia lideram os índices, enquanto o Ceará e São Paulo possuem os números mais baixos – embora o Ceará apresente indícios de subnotificação.[4] A ineficiência do sistema de justiça no enfrentamento desse cenário alarmante não é um fenômeno novo. Sueann Caulfield (2000), professora da Universidade de Michigan, visitando a historiografia brasileira, encontrou um dado interessante. Entre 1920 e 1930, a cada ano, aproximadamente 500 famílias recorriam à polícia do Rio de Janeiro para noticiar o defloramento das filhas menores. Ela notou que, em muitos deles, os acusados nem eram processados.[5] Em outras palavras: não havia disposição para dar o andamento devido à investigação. Em setembro de 2021, o Brasil foi condenado perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Barbosa de Souza. A sua conclusão, dentre outras, foi a de que o Estado não atuou com a devida diligência na investigação do feminicídio da vítima Márcia, bem como que a investigação teve caráter discriminatório em razão do estereótipo de gênero. Aproximadamente 100 anos separam os dois eventos, mas a conclusão os une: o atendimento estatal às vítimas de violência de gênero é insatisfatório. Nesse contexto, o primeiro contato da vítima com o sistema de justiça, geralmente na delegacia de polícia civil, é decisivo. Quando realizado de forma precária ou insensível, esse contato gera a revitimização institucional e a consequente quebra de confiança, o que agrava a subnotificação (cifras negras) e compromete a eficácia da investigação criminal. Diante deste panorama, o presente artigo tem como objetivo central analisar como a incorporação da empatia institucional na atuação da Polícia Civil pode reverter o quadro de ineficiência investigativa e revitimização. Para isso, serão apresentadas e refletidas as experiências exitosas desenvolvidas no Acre — Projeto “Bem-Me-Quer”, “Closet Solidário” e “Ei, Você Consegue!”. O estudo se justifica pela urgência de articular a teoria dos direitos humanos (que exige a proteção contra a violência de gênero e a discriminação) com a prática institucional, demonstrando que a humanização do atendimento é um pré-requisito funcional para a apuração criminal e a construção de um Direito mais justo e inclusivo.  METODOLOGIA A pesquisa adota uma metodologia qualitativa, baseada na análise documental e no estudo de casos institucionais. Fundamentação Teórica: Inicialmente, é estabelecido o marco normativo e teórico da violência de gênero e da obrigação estatal de atendimento e combate à revitimização, utilizando a Constituição Federal, a Lei Maria da Penha – Lei n° 11.340/2006, as condenações da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)[6] e a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW)[7] e suas recomendações, bem como a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará)[8], ambas fundamentais para a proteção dos direitos das mulheres. O conceito de feminicídio como fenômeno enraizado em dinâmicas estruturais e socioeconômicas, especialmente no contexto amazônico do Acre, é apoiado por autores como Leonídia Fernandes et al. (2023) e Verônica Gago (2020). Análise de Dados: A persistência da ineficiência estatal é comprovada por dados estatísticos oficiais, principalmente os levantamentos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (Anuários) e do Ministério Público do Acre (MPAC). Estudo de Boas Práticas: O conceito de boas práticas é extraído de parâmetros institucionais reconhecidos (como o Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral e o Prêmio Innovare), que definem tais práticas como iniciativas inovadoras, replicáveis e centradas na empatia institucional. As três iniciativas acreanas são analisadas como modelos de resposta humanizada. QUANDO O ESTADO FALHA: FEMINICÍDIO E IMPUNIDADE NA AMAZÔNIA ACREANA A violência de gênero, definida como ofensa à dignidade humana

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Ação conjunta da Polícia Civil e Gefron desarticula depósito de drogas no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul

Uma ação conjunta da Polícia Civil do Acre (PCAC) com o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), realizada nesta terça-feira, 21, no âmbito da Operação Tiradentes, resultou na apreensão de uma grande quantidade de entorpecentes no município de Cruzeiro do Sul. A ofensiva ocorreu no bairro do Telégrafo, onde as forças de segurança localizaram uma residência que vinha sendo utilizada como depósito de drogas. No local, os agentes apreenderam aproximadamente 13,45 quilos de maconha, distribuídos em 15 invólucros, 4,95 quilos de cloridrato de cocaína, em 4 invólucros, e 2,15 quilos de cocaína oxidada, divididos em 2 volumes. Além dos entorpecentes, também foram encontrados R$ 14.940,00 em dinheiro, quatro balanças de precisão, cinco rádios comunicadores e diversos sacos utilizados para embalar o material ilícito. De acordo com as investigações, o imóvel vinha sendo monitorado há cerca de três meses por equipes da Polícia Civil, após levantamentos indicarem intensa movimentação suspeita na região. O delegado Heverton Carvalho destacou a importância da ação integrada no combate ao tráfico de drogas na região de fronteira. “Essa apreensão é resultado de um trabalho investigativo minucioso, que durou cerca de três meses. Conseguimos identificar que o imóvel era utilizado exclusivamente como depósito de entorpecentes. A integração entre as forças de segurança foi fundamental para o êxito da operação, e seguimos firmes no enfrentamento ao tráfico na região”, afirmou o delegado. A Polícia Civil informou que as diligências continuam com o objetivo de identificar e localizar os responsáveis pelo material apreendido.

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Polícia Civil desarticula grupo envolvido em furtos e receptação no centro de Cruzeiro do Sul

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Núcleo Especializado de Investigação de Crimes Patrimoniais (Nepatri), realizou uma operação de resposta rápida no último final de semana em Cruzeiro do Sul. A ação resultou na prisão de três homens e na recuperação de diversos itens furtados. Os crimes, que ocorreram na madrugada de sexta-feira, 17, para sábado,18, mobilizaram as equipes de investigação após a invasão simultânea de uma loja de confecções e de um apartamento na região central da cidade. O primeiro desfecho da operação ocorreu ainda na manhã de sexta-feira, com a captura de dois indivíduos identificados pelas iniciais O.E.S.S. e C.N.S. Eles são apontados como os autores do furto a uma loja de roupas ocorrido por volta das 2h da manhã. Através da análise técnica de imagens de segurança, os agentes do Nepatri conseguiram identificar a dupla transportando o material subtraído logo após o crime, o que possibilitou a localização e prisão dos suspeitos em poucas horas. Paralelamente, a polícia investigava a invasão de um apartamento ocorrida quase no mesmo horário, onde foram levados televisores, eletrodomésticos e até alimentos. As diligências apontaram para a participação de T.L.A., de 37 anos, que inicialmente conseguiu fugir ao avistar os policiais, abandonando duas televisões (marcas LG e AOC) em via pública. Apesar da tentativa de evasão, o cerco policial continuou ao longo do dia, culminando em sua prisão no final da noite de sexta-feira. A prisão de T.L.A. não foi simples; o suspeito apresentou resistência física à abordagem, sendo necessário o uso moderado da força pelos agentes para contê-lo. Além do furto ao apartamento, ele é investigado por atuar como receptador de parte das confecções furtadas da loja pelo outro grupo. A investigação revelou que o suspeito já havia revendido parte dos produtos para um comerciante local, evidenciando uma rede articulada de crimes patrimoniais na cidade. Os três envolvidos possuem um extenso histórico criminal e são reincidentes em delitos contra o patrimônio. A Polícia Civil destacou que a integração entre a análise de inteligência e a agilidade das equipes de campo foi fundamental para evitar que os bens fossem dispersados. O trabalho agora se concentra em identificar o paradeiro do restante das mercadorias e responsabilizar os receptadores que alimentam esse ciclo criminoso.  

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Operação que prendeu mais de 40 pessoas no Acre leva à captura de líder do CV no Rio de Janeiro

Um dos principais líderes do Comando Vermelho (CV) no Acre, Antônio Menezes de Castro, conhecido como “Classe A” ou “Tintina”, foi preso na última sexta-feira, 17, por policiais civis do 31º Departamento de Polícia, no bairro da Penha, no Rio de Janeiro. Apontado como o “número 2” da facção criminosa no estado acreano, o narcotraficante era um dos principais alvos da operação “Casa Maior”, deflagrada pela Polícia Civil do Acre (PCAC) em janeiro de 2026. À época, ele conseguiu escapar do cerco policial, mas continuou sendo monitorado pelas forças de segurança. A operação “Casa Maior” foi considerada uma das maiores já realizadas no estado, com ações simultâneas nas cidades de Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul. Ao todo, foram cumpridas mais de 100 ordens judiciais, sendo 62 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão. A ação resultou na prisão de mais de 40 pessoas, além da apreensão de mais de R$ 27 mil em dinheiro, uma arma de fogo, munições e veículos. Também houve bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Antônio Menezes era responsável pela chamada “caixinha” do Comando Vermelho no Acre, controlando recursos financeiros da organização criminosa. Ele estaria na capital fluminense para prestar contas às lideranças da facção. As investigações apontam ainda que, na tentativa de despistar as autoridades, o criminoso percorreu um trajeto interestadual de carro, realizando pelo menos dez trocas de veículos ao longo do caminho. Classe A possui uma extensa ficha criminal, com passagens por furto, roubo, tráfico de drogas e homicídio. No momento da prisão, ele também foi flagrado portando um documento falso. O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, destacou a importância da integração entre as forças de segurança para a captura do criminoso. “Essa prisão representa um duro golpe contra o crime organizado no Acre. Mesmo após conseguir fugir da Operação Casa Maior, nossas equipes continuaram trabalhando de forma integrada com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, compartilhando informações de inteligência. A captura desse indivíduo demonstra que não há espaço para impunidade, e que o Estado está preparado para agir com firmeza no enfrentamento às organizações criminosas”, afirmou.  

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Xapuri recebe mutirão para emissão de Carteira de Identidade Nacional promovido pelo governo do Acre

Em uma ação estratégica para garantir direitos básicos à população, o Governo do Estado do Acre, atendendo a um pedido direto da governadora Mailza Assis, realizou nesta sexta-feira, 17, um mutirão de atendimento para a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). A ação ocorreu  na escola Divina Providência em Xapuri, onde foi realizado 100 atendimentos ao público em geral. A iniciativa integra o Programa Registra-se, um esforço conjunto liderado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O programa visa erradicar o subregistro e facilitar o acesso gratuito a documentos essenciais, como certidões de nascimento, casamento e o novo RG, especialmente para cidadãos em situação de vulnerabilidade. Para o diretor do Instituto de Identificação, Junior Cesar da Silva, a ação em Xapuri é um passo fundamental na modernização da cidadania acreana. “Nossa missão, sob a orientação da governadora Mailza, é encurtar distâncias. A nova CIN não é apenas um documento; é a chave para que o cidadão acesse programas sociais, saúde e educação. Estamos aqui para garantir que ninguém em Xapuri fique invisível aos olhos do Estado”, destacou. O impacto positivo foi sentido imediatamente por quem buscou o serviço. A dona de casa Lenira Araújo foi uma das beneficiadas e não escondeu o alívio ao conseguir o documento de forma prática. “A gente sabe como é difícil e às vezes caro se deslocar para resolver essas coisas. Quero agradecer demais ao Governo do Estado por trazer esse atendimento gratuito para dentro de Xapuri. Facilita muito a vida da gente que precisa do documento em dia,” afirmou Lenira. Um dos pontos altos do mutirão foi a mobilidade das equipes para atender casos específicos de saúde. A cuidadora Maria Lopez solicitou o serviço domiciliar para sua irmã, que possui deficiência e graves dificuldades de locomoção. “É emocionante ver o cuidado do governo em vir até nossa casa. Minha irmã não teria condições de ir até o local de atendimento, e sem o documento, ela fica sem acesso aos direitos dela. Essa sensibilidade da equipe fez toda a diferença para nossa família,” relatou Maria. A execução do programa em solo acreano conta com o suporte fundamental do Poder Judiciário. Isnailda de Souza da Silva, Coordenadora de Apoio aos Programas Sociais do Tribunal de Justiça do Acre, destacou a importância da rede de apoio. “O ‘Registra-se’ é mais do que um mutirão de documentos; é um resgate da dignidade humana. O Poder Judiciário caminha lado a lado com o Executivo para assegurar que os direitos fundamentais cheguem à ponta, combatendo a exclusão social de forma efetiva”, enfatizou, O delegado Luccas Vianna também ressaltou o papel da segurança pública e da identificação civil na proteção do cidadão. “A identificação correta é a base para a segurança jurídica e social de qualquer município. Ao trazermos a estrutura da Polícia Civil e do Instituto para Xapuri, reforçamos o vínculo de confiança com a comunidade e garantimos que o cidadão esteja devidamente documentado perante a lei”, destacou.

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Polícia Civil realiza prisões e cumpre mandado em investigações de crimes em Capixaba

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Capixaba e com apoio da 5ª Regional, realizou ao longo da semana duas ações distintas que resultaram na prisão de um suspeito e no cumprimento de mandado de busca e apreensão, avançando em investigações de crimes no município. Na manhã de terça-feira, 14, por volta das 9h, um homem de 50 anos, identificado pelas iniciais A. V. L. G., foi preso em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e omissão de cautela. Ele também é investigado por estupro de vulnerável. Segundo as investigações, o suspeito teria abusado da enteada durante a infância. Embora os abusos tenham cessado há cerca de dois anos, ele ainda constrangia a vítima com falas de cunho psicológico. Há ainda a suspeita de que os crimes possam ter sido registrados, o que será apurado por meio de perícia no aparelho celular apreendido. O investigado teve a prisão temporária decretada pelo prazo de 30 dias, período em que as investigações continuam para elucidar completamente os fatos. Já na tarde desta sexta-feira, 17, por volta do meio-dia, a Polícia Civil da delegacia-geral de Capixaba deu cumprimento a um mandado de busca e apreensão domiciliar em um estabelecimento comercial do tipo casa de carnes, localizado no bairro Eldorado, região do São Francisco. A ação faz parte de uma investigação que apura um roubo de veículo e de gado ocorrido na zona rural do município. O alvo do mandado, identificado pelas iniciais A. L. B. S., de 40 anos, é suspeito de participação no crime, que envolveu animais de alto valor genético. O investigado também é apontado como possível autor de outros crimes semelhantes na região, sendo suspeito de envolvimento em diversos furtos e roubos de gado.  

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Polícia Civil realiza palestra sobre segurança escolar para alunos em Rio Branco

Na última quinta-feira, 16, a Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC) ministrou uma palestra com o tema “Segurança Escolar” para alunos do 3º ano do ensino médio do Colégio Alternativo, em Rio Branco. A iniciativa faz parte de uma série de ações voltadas à conscientização e prevenção da violência no ambiente educacional. A atividade integrou uma programação mais ampla desenvolvida ao longo da semana, que teve como foco a prevenção e repressão de conteúdos digitais relacionados à violência extrema e ao discurso de ódio. As ações incluíram a Operação Bulwark e palestras em diversas escolas da capital acreana. Durante a palestra, foram abordados temas relevantes para o cotidiano dos adolescentes, como o uso seguro de equipamentos eletrônicos e da internet, com destaque para os cuidados em jogos online. Também foram discutidos assuntos como bullying e cyberbullying, suas diferentes formas, consequências e maneiras de enfrentamento, além de exemplos de personalidades que superaram situações de violência. Os estudantes ainda receberam orientações sobre medidas de segurança no ambiente escolar, direitos e deveres dos adolescentes e o papel da Polícia Civil no combate à violência dentro e fora das escolas. O diretor de Inteligência da Polícia Civil, delegado Nilton César Boscaro, responsável por ministrar as palestras, destacou a importância da aproximação entre as instituições de segurança e educação. “É na escola que iniciamos nossa longa jornada rumo à vida adulta, que nos transforma em cidadãos produtivos e solidários, razão pela qual a Polícia Civil vem intensificando a cooperação com a Educação”, afirmou. A ação reforça o compromisso da Polícia Civil do Acre com a prevenção da violência e a promoção de um ambiente escolar mais seguro e consciente para estudantes e educadores.

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Curso de Investigação Financeira é concluído na Acadepol com participação nacional

Foi encerrado nesta sexta-feira, 17, o Curso de Investigação Financeira e Análise Patrimonial – 8ª edição, realizado na Academia de Polícia Civil (Acadepol), em Rio Branco. A capacitação reuniu 40 alunos e contou com carga horária de 80 horas/aula, consolidando-se como uma importante iniciativa de qualificação profissional no enfrentamento aos crimes financeiros. Promovido pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, o curso teve participação de policiais civis oriundos de diversos estados do país, entre eles Pará, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amazonas, Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Amapá e Acre, reforçando o caráter nacional e integrado da formação. Durante a capacitação, os participantes tiveram acesso a conteúdos voltados aos princípios, conceitos e técnicas de investigação financeira e análise patrimonial, além do uso de ferramentas tecnológicas e metodologias modernas aplicadas ao combate às organizações criminosas. O objetivo foi aprimorar a atuação dos policiais civis, tornando as investigações mais eficientes e alinhadas às novas dinâmicas da criminalidade. A Polícia Civil do Acre ofereceu suporte completo para a realização do curso, garantindo logística administrativa e apoio aos docentes e discentes, incluindo deslocamentos entre aeroporto, hotel e local das aulas, bem como transporte para alimentação. O suporte contou com ônibus da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e viaturas da própria instituição. O coordenador do curso, oficial investigador de polícia Oseias de Oliveira Lira, destacou a importância da capacitação para o fortalecimento das investigações no país. “Encerramos mais uma edição com a certeza de que estamos contribuindo diretamente para o aprimoramento técnico dos profissionais de segurança pública. A investigação financeira é uma ferramenta essencial no enfrentamento ao crime organizado, e a troca de experiências entre policiais de diferentes estados fortalece ainda mais essa atuação integrada”, afirmou. O delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Acre, Martin Hessel, também ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento institucional. “Investir na qualificação dos nossos profissionais é fundamental para enfrentarmos com eficiência as novas modalidades de crimes, especialmente os de natureza financeira. Esse curso amplia a capacidade investigativa das equipes e fortalece a atuação integrada entre os estados, refletindo diretamente em melhores resultados para a segurança pública”, destacou.

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