A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Núcleo Especializado de Investigação de Crimes Patrimoniais (Nepatri), realizou uma operação de resposta rápida no último final de semana em Cruzeiro do Sul. A ação resultou na prisão de três homens e na recuperação de diversos itens furtados. Os crimes, que ocorreram na madrugada de sexta-feira, 17, para sábado,18, mobilizaram as equipes de investigação após a invasão simultânea de uma loja de confecções e de um apartamento na região central da cidade.

O primeiro desfecho da operação ocorreu ainda na manhã de sexta-feira, com a captura de dois indivíduos identificados pelas iniciais O.E.S.S. e C.N.S. Eles são apontados como os autores do furto a uma loja de roupas ocorrido por volta das 2h da manhã. Através da análise técnica de imagens de segurança, os agentes do Nepatri conseguiram identificar a dupla transportando o material subtraído logo após o crime, o que possibilitou a localização e prisão dos suspeitos em poucas horas.

Paralelamente, a polícia investigava a invasão de um apartamento ocorrida quase no mesmo horário, onde foram levados televisores, eletrodomésticos e até alimentos. As diligências apontaram para a participação de T.L.A., de 37 anos, que inicialmente conseguiu fugir ao avistar os policiais, abandonando duas televisões (marcas LG e AOC) em via pública. Apesar da tentativa de evasão, o cerco policial continuou ao longo do dia, culminando em sua prisão no final da noite de sexta-feira.
A prisão de T.L.A. não foi simples; o suspeito apresentou resistência física à abordagem, sendo necessário o uso moderado da força pelos agentes para contê-lo. Além do furto ao apartamento, ele é investigado por atuar como receptador de parte das confecções furtadas da loja pelo outro grupo. A investigação revelou que o suspeito já havia revendido parte dos produtos para um comerciante local, evidenciando uma rede articulada de crimes patrimoniais na cidade.

Os três envolvidos possuem um extenso histórico criminal e são reincidentes em delitos contra o patrimônio. A Polícia Civil destacou que a integração entre a análise de inteligência e a agilidade das equipes de campo foi fundamental para evitar que os bens fossem dispersados. O trabalho agora se concentra em identificar o paradeiro do restante das mercadorias e responsabilizar os receptadores que alimentam esse ciclo criminoso.