Polícia Civil do Estado do Acre – PCAC

25 de setembro de 2024

Notícias

Criminoso procurado por roubo e estupro é preso após confronto com a Polícia Civil no bairro Boa União, em Rio Branco

Na última terça-feira, 24, a Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE), realizou uma operação que resultou na prisão de L.R.A., de 23 anos, criminoso com uma longa ficha criminal, incluindo roubo e estupro. Durante o cumprimento de dois mandados de prisão, L.R.A. foi alvejado após apontar uma arma de fogo para um policial civil durante uma abordagem na rua Fares Fegali, no bairro Boa União. O criminoso estava foragido e havia fugido da equipe da DCORE por três vezes anteriormente. Ele utilizava uma motocicleta modelo Biz, de cor cinza e placa NZX-6402, que já havia sido identificada em assaltos recentes. As vítimas, todas mulheres, eram abordadas em ruas desertas, onde o criminoso aproveitava a vulnerabilidade das mesmas. Segundo os investigadores da Delegacia de Investigação Criminal (DEIC), L.R.A. já havia sido preso em 2021 após roubar e estuprar uma dentista. Condenado pelo crime, ele cumpriu parte da pena em regime fechado e posteriormente progrediu para o regime semiaberto, utilizando uma tornozeleira eletrônica. No entanto, em 2024, ele voltou a cometer crimes, todos contra mulheres, e em locais ermos. “Após ser identificado em seis ocorrências de roubo e reconhecido pelas vítimas, a polícia representou pela prisão de L.R.A., obtendo dois mandados. Em uma das ações, a roupa e a motocicleta usadas em um dos assaltos foram apreendidas, reforçando as provas contra ele. No entanto, o criminoso conseguiu fugir e cortou a tornozeleira eletrônica”, explicou o delegado titular da DCORE, Leonardo Santa Bárbara. A autoridade policial ressalta que na operação realizada na terça-feira, os policiais localizaram L.R.A. novamente, desta vez utilizando outra moto, também envolvida em crimes. Durante a abordagem, ele simulou estar armado e que iria sacar uma arma, foi quando acelerou a motocicleta em direção aos agentes. Diante do risco iminente, um dos policiais reagiu e disparou dois tiros, que atingiram o criminoso na perna esquerda e na região da tíbia e fíbula, ferindo-o sem gravidade. L.R.A. foi encaminhado sob custódia para receber atendimento médico e, posteriormente, será transferido para a Delegacia de Plácido de Castro, onde ficará à disposição da Justiça. A moto utilizada nos roubos foi apreendida pela polícia. Com a prisão de L.R.A., a Polícia Civil acredita ter retirado de circulação um dos criminosos mais perigosos envolvidos em roubos e violência contra mulheres na capital acreana. As investigações continuam para apurar a participação de outros possíveis envolvidos e garantir a justiça para as vítimas.

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Governo do Acre sedia evento regional sobre Cooperação Jurídica Internacional em parceria com o Ministério da Justiça

O governador Gladson Cameli participou na manhã desta quarta-feira, 25, da abertura do Programa Nacional de Difusão da Cooperação Jurídica Internacional – Grotius Brasil para os Estados da Região Norte do Brasil. Promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o governo do Acre, o evento ocorre no auditório da Polícia Civil, em Rio Branco, e se estende até o dia 26. A iniciativa tem como objetivo capacitar agentes de segurança pública e autoridades judiciais em temas relacionados à cooperação jurídica internacional, com foco em áreas como direito penal, civil e administrativo. Durante seu discurso, Gladson Cameli ressaltou a importância do evento, sobretudo por tratar de questões relacionadas à segurança nas fronteiras do Acre com a Bolívia e o Peru.  “Estamos na fronteira com dois países, o que torna essa parceria com o Ministério da Justiça essencial para fortalecer nossa atuação na segurança pública. Unir forças é fundamental para combater crimes como contrabando e tráfico, protegendo nossos cidadãos. Agradeço ao governo federal pela iniciativa e reforço que nossa Polícia Civil está comprometida em desempenhar seu papel com dedicação, garantindo a proteção do nosso estado e preservando nosso território. Seguiremos investindo em ações que reforcem nossa segurança e o bem-estar da população”, afirmou o governador. O programa Grotius Brasil busca fortalecer o combate à criminalidade transnacional e otimizar o sistema de segurança pública, por meio de uma maior integração entre as forças locais e internacionais. Rodrigo Sagastume, diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública, destacou que o Acre, por ser um estado de fronteira, necessita de ações coordenadas entre as autoridades locais e internacionais para combater crimes que ultrapassam as barreiras nacionais. “O Acre tem particularidades importantes na área jurídica e policial, e este evento vem justamente para fortalecer os vínculos institucionais, permitindo que as autoridades do Estado possam lidar melhor com crimes que envolvem práticas em outros países, como citação de réus e recuperação de ativos no exterior”, explicou. O curso oferecido pelo Grotius Brasil capacita agentes de segurança pública, promotores e juízes, apresentando melhores práticas e procedimentos para cooperação internacional. Henrique Maciel, delegado-geral da Polícia Civil do Acre, salientou a relevância do evento para o estado: “É fundamental termos essa capacitação, especialmente por sermos um estado de fronteira. Isso nos permite avançar na condução de inquéritos e processos, garantindo maior segurança jurídica nas investigações e procedimentos”. O evento marca mais um passo no fortalecimento da atuação do governo do Acre na segurança pública, especialmente no combate aos crimes transnacionais, reforçando a presença do Estado na proteção de suas fronteiras e na promoção da justiça internacional. Participam do encontro representantes de diversos órgãos de segurança pública das esferas estadual e federal, além de representantes das forças de segurança do Amazonas, de Rondônia e Roraima. Texto: Samuel Bryan/ Secom AC

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Polícia Civil realiza operação em Plácido de Castro com apoio da capital e prende dois por tráfico e porte ilegal de armas

Na última terça-feira, 24, a Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia Geral de Plácido de Castro e com o apoio de agentes da capital, cumpriu três mandados de busca e apreensão em uma operação focada no combate aos crimes de roubo, tráfico de drogas e organização criminosa. A ação, realizada em vários pontos da cidade, resultou na prisão em flagrante de dois indivíduos por tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma de fogo. Durante as buscas, os policiais encontraram drogas e uma arma, reforçando a suspeita de envolvimento dos detidos com atividades criminosas. As investigações que levaram aos mandados fazem parte de uma operação contínua da Polícia Civil, que busca desarticular grupos criminosos e combater delitos como roubo e tráfico de drogas na região. “Estamos focados em eliminar as bases das organizações criminosas que ameaçam a segurança da nossa população”, destacou o delegado responsável pela ação. Os dois suspeitos presos foram encaminhados à Delegacia de Plácido de Castro, onde permanecerão à disposição da Justiça. O material apreendido será submetido a perícia para auxiliar no andamento das investigações. A Polícia Civil do Acre reafirma seu compromisso com a segurança pública e continuará intensificando operações para combater o crime organizado em todas as regiões do estado.

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Polícia Civil do Acre conclui investigação sobre predadores sexuais em escolas de Acrelândia, caso de grande relevância social

Após mais de um ano de trabalho investigativo minucioso, iniciado em 11 de setembro de 2023, a Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia Geral de Acrelândia, encerrou uma investigação de extrema relevância para a sociedade. O inquérito revelou um esquema perturbador de abusos sexuais praticados por servidores de uma escola pública da Comarca de Acrelândia, destacando-se como um caso que afeta diretamente a segurança e o bem-estar de jovens em ambiente escolar. O caso ganhou notoriedade quando uma aluna, acompanhada de sua mãe, procurou a Delegacia de Polícia para relatar que dois servidores da gestão escolar haviam proposto uma relação sexual à jovem. Profundamente abalada, a aluna contou os fatos à mãe, que prontamente buscou auxílio policial. A denúncia abriu caminho para uma investigação mais ampla, que revelou a existência de diversas vítimas dos mesmos predadores sexuais. Sob a coordenação do delegado Dione Lucas, a investigação durou mais de seis meses e trouxe à tona a extensão do abuso. As autoridades confirmaram que, além da jovem denunciante, outras alunas também foram vítimas de crimes sexuais cometidos pelos servidores investigados. Quatro vítimas foram identificadas como alvos de importunação sexual (art. 215-A do Código Penal), duas foram vítimas de estupro mediante fraude (art. 215 do CP), uma sofreu constrangimento ilegal (art. 146 do CP), e uma foi vítima de estupro (art. 213 do CP). “A Polícia Civil representou judicialmente pelo afastamento dos servidores por 120 dias, no entanto, informações indicam que o Coordenador Estadual de Ensino em Acrelândia descumpriu a ordem judicial ao reintegrar clandestinamente um dos investigados às suas funções. Tal atitude não apenas comprometeu o curso das investigações, como também destacou um preocupante uso da máquina pública para encobrir e proteger os predadores”, informou o delegado Dione Lucas. A gravidade da situação não se limita às ações individuais dos acusados, mas também revela uma falha institucional que coloca em risco a integridade física e psicológica de crianças e adolescentes. O abuso de poder por parte dos investigados era manifesto, as notas escolares e outros benefícios acadêmicos eram manipulados em troca de favores sexuais, e servidores da escola foram coagidos a manter relações sexuais sob ameaça de retaliação em suas funções. “Este caso, de profundo impacto social, ressalta a vulnerabilidade dos jovens em espaços que deveriam ser de segurança e aprendizado. A Polícia Civil do Acre não apenas finaliza a investigação, mas também faz um apelo à comunidade para que se una no combate a essa prática criminosa. “Nenhum pai ou mãe envia seus filhos para a escola esperando que eles sejam molestados por aqueles que deveriam protegê-los e educá-los”, declarou a instituição em comunicado oficial”, enfatizou o delegado geral da PCAC, José Henrique Maciel. A conclusão deste inquérito representa um marco importante para a sociedade acreana, alertando para a necessidade de maior vigilância e proteção nos ambientes educacionais. A Polícia Civil reafirma seu compromisso de garantir a punição de todos os envolvidos e convoca outras possíveis vítimas a colaborarem com as investigações, garantindo a proteção integral dos direitos das crianças e adolescentes.

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