Polícia Civil do Estado do Acre – PCAC

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Governo do Acre sedia evento regional sobre Cooperação Jurídica Internacional em parceria com o Ministério da Justiça

O governador Gladson Cameli participou na manhã desta quarta-feira, 25, da abertura do Programa Nacional de Difusão da Cooperação Jurídica Internacional – Grotius Brasil para os Estados da Região Norte do Brasil. Promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o governo do Acre, o evento ocorre no auditório da Polícia Civil, em Rio Branco, e se estende até o dia 26. A iniciativa tem como objetivo capacitar agentes de segurança pública e autoridades judiciais em temas relacionados à cooperação jurídica internacional, com foco em áreas como direito penal, civil e administrativo. Durante seu discurso, Gladson Cameli ressaltou a importância do evento, sobretudo por tratar de questões relacionadas à segurança nas fronteiras do Acre com a Bolívia e o Peru.  “Estamos na fronteira com dois países, o que torna essa parceria com o Ministério da Justiça essencial para fortalecer nossa atuação na segurança pública. Unir forças é fundamental para combater crimes como contrabando e tráfico, protegendo nossos cidadãos. Agradeço ao governo federal pela iniciativa e reforço que nossa Polícia Civil está comprometida em desempenhar seu papel com dedicação, garantindo a proteção do nosso estado e preservando nosso território. Seguiremos investindo em ações que reforcem nossa segurança e o bem-estar da população”, afirmou o governador. O programa Grotius Brasil busca fortalecer o combate à criminalidade transnacional e otimizar o sistema de segurança pública, por meio de uma maior integração entre as forças locais e internacionais. Rodrigo Sagastume, diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública, destacou que o Acre, por ser um estado de fronteira, necessita de ações coordenadas entre as autoridades locais e internacionais para combater crimes que ultrapassam as barreiras nacionais. “O Acre tem particularidades importantes na área jurídica e policial, e este evento vem justamente para fortalecer os vínculos institucionais, permitindo que as autoridades do Estado possam lidar melhor com crimes que envolvem práticas em outros países, como citação de réus e recuperação de ativos no exterior”, explicou. O curso oferecido pelo Grotius Brasil capacita agentes de segurança pública, promotores e juízes, apresentando melhores práticas e procedimentos para cooperação internacional. Henrique Maciel, delegado-geral da Polícia Civil do Acre, salientou a relevância do evento para o estado: “É fundamental termos essa capacitação, especialmente por sermos um estado de fronteira. Isso nos permite avançar na condução de inquéritos e processos, garantindo maior segurança jurídica nas investigações e procedimentos”. O evento marca mais um passo no fortalecimento da atuação do governo do Acre na segurança pública, especialmente no combate aos crimes transnacionais, reforçando a presença do Estado na proteção de suas fronteiras e na promoção da justiça internacional. Participam do encontro representantes de diversos órgãos de segurança pública das esferas estadual e federal, além de representantes das forças de segurança do Amazonas, de Rondônia e Roraima. Texto: Samuel Bryan/ Secom AC

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Acre, Rondônia e Paraíba deflagraram Operação Amaterasu nesta segunda

Com o objetivo de coibir e investigar a sonegação fiscal e a corrupção de servidores da Fazenda, o governo do Acre, por meio da Polícia Civil (PCAC), e as polícias civis de Rondônia e da Paraíba deflagraram a Operação Amaterasu nas primeiras horas desta segunda-feira, 19. A ação se deu em conjunto com os órgãos que compõem o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira): o Ministério Público do Acre (MPAC), a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), o Ministério da Justiça (MJ) e a Polícia Civil do Acre. Explicações sobre as diligências foram apresentadas na manhã desta segunda-feira, 19, na sede da PCAC em Rio Branco. Foto: Alefson Oliveira/SecomAs investigações tiveram como base a extração de dados e mídia de aparelho celular apreendido na posse de um auditor fiscal aposentado, e revelou a existência de informações relevantes de outros auditores que, de forma associada e estruturada, favoreciam empresários, mediante o recebimento de valores, para impossibilitar o recolhimento do Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS) ou tornar a sua cobrança diminuta. “A investigação está sendo feita por meio da Delegacia Fazendária [Defaz]. Essa operação se deu no Acre, Rondônia e Paraíba e trata de sonegação fiscal e corrupção de servidores. Quatro servidores ativos da Fazenda, dois inativos e seis empresários foram alvos, e ressaltamos que o governo do Acre está totalmente comprometido em combater esse tipo de ilícito”, declarou o delegado-geral de Polícia Civil do Acre, Henrique Maciel. Evidenciou-se, na investigação, a existência de um primeiro segmento, em que uma parcela dos auditores fiscais facilitavam a entrada, saída e desembaraço aduaneiro de mercadorias, objetivando a sonegação tributária durante os plantões no Posto Fiscal Tucandeira. No segundo segmento, verificou-se que uma parcela dos auditores fiscais também exigiam vantagem indevida de empresários que deviam valores de grande monta para o Fisco estadual.A operação foi efetuada no âmbito de uma investigação maior, que corre em sigilo. Foram expedidos 12 mandatos de busca e apreensão nos três estados, além do pedido de sequestro de 59 veículos e pedido, à Justiça, da quebra dos sigilos bancários dos alvos. A investigação A princípio, foram apreendidas 600 cabeças de gado, seis veículos, entre carros de passeio e caminhões e também propriedades urbanas. “A Sefaz sempre contribuiu e contribuirá para o esclarecimento de investigações, pois o governo não concorda com ilícitos e malfeitos. Trabalhamos em parceria com a Polícia Civil, por meio da Defaz; tudo ocorre em sigilo, inclusive dentro da secretaria. O Estado está protegendo o dinheiro do contribuinte, porque esse dinheiro sonegado faz falta, muitas vezes, na implementação de políticas públicas”, declarou o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas. O secretário destacou ainda que cabe à Justiça fazer juízo de valor sobre a culpabilidade ou não dos servidores envolvidos no esquema: “A Secretaria da Fazenda vem contribuindo, para as investigações, com a Corregedoria e a Ouvidoria, dando transparência aos atos realizados no serviço público. Os investigados devem ser julgados pela Justiça, obedecendo ao devido processo legal”. Durante as investigações, duas pessoas foram conduzidas, no Acre, por posse ilegal de arma de fogo. Os nomes dos investigados não foram divulgados porque a operação corre em sigilo. “A operação teve êxito nas apreensões. O esquema envolvia a facilitação da entrada de mercadorias sem recolhimento de impostos e a tentativa de mascarar débitos fiscais”, relatou o delegado Pedro Paulo Buzolin. A próxima etapa é investigar as provas colhidas para dar seguimento à operação. De acordo com o promotor do Ministério Público do Acre Adenilson de Souza, a operação, por meio da Defaz, é fruto de duas investigações que correm em paralelo, e o trabalho com o Estado é essencial para o êxito da Amaterasu. O que é Amaterasu A operação leva o nome da deusa do Sol na religião xintoísta. Seu nome significa “gloriosa deusa que brilha no céu”. O símbolo da deusa, o sol nascente, está estampado na bandeira nacional no Japão. Texto : Vitor Hugo Calixto/ Secom-AC

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Lei Maria da Penha completa 18 anos celebrando implantação de medidas de proteção às mulheres no Acre

Mais do que uma norma jurídica, a Lei Maria da Penha é um símbolo de esperança e de compromisso da União com a segurança, a dignidade e a manutenção da vida de todas as mulheres brasileiras. Completando 18 anos de criação, constitui um trunfo obtido a partir da coragem de uma cidadã que transformou sua tragédia pessoal em uma poderosa ferramenta de justiça, resultando na criação da Lei Federal nº 11.340/2006, um dos códigos penais mais importantes no combate à violência contra a mulher no país. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) celebra, com as unidades da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), instituições da Polícia Civil do Estado (PCAC), e a Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar (PMAC), o estabelecimento das medidas protetivas de urgência, do aplicativo Mulher Segura e de operações de redução de homicídios contra a mulheres no estado. O Estado estabeleceu uma Deam em Rio Branco e outra em Cruzeiro do Sul, que atuam 24 horas no atendimento humanizado à mulher. E conta com ações preventivas e repreensivas da Patrulha Maria da Penha, que vai a qualquer momento e lugar, ao ser acionada por medida protetiva de urgência, recurso judicial de proteção imediata às vítimas. Patrulha Maria da Penha dirige-se a qualquer momento e lugar, ao ser acionada por medida protetiva de urgência. Foto: Dhárcules Pinheiro/SejuspA medida se mostrou eficaz na promoção de políticas públicas de prevenção à violência contra a mulher, segundo o Observatório de Análises Criminais, do Núcleo de Apoio do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), em um comparativo de 2018 a 2023 das tentativas de feminicídios, em que, das 110 vítimas da violência, 73% não estavam amparadas por medidas protetivas de urgência. Segundo a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, capitã Priscila Siqueira, “quase 80% das mulheres que perderam a vida no feminicídio não tinham medida protetiva de urgência, um mecanismo de salvação. Isso evidencia que as medidas protetivas de urgência salvam vidas. Das que morreram tendo medida protetiva, 15% não tinham a medida fiscalizada pela Patrulha Maria da Penha [a vítima precisa informar à Patrulha sobre a necessidade de acompanhamento do programa], ou seja, em cinco anos de atuação da patrulha, todas as mulheres com medidas protetivas fiscalizadas se mantêm vivas”, explica a coordenadora da Patrulha Maria da Polícia Militar, capitã Priscila Siqueira. Como apoio ao trabalho das forças, o Estado oferece o aplicativo Mulher Segura, uma ferramenta de proteção para aquelas que vão registrar o boletim de ocorrência devido a agressões feitas por seus parceiros, ou por qualquer indivíduo. O aplicativo serve de apoio às ações da Deam e ampara mulheres inseridas nas medidas previstas pela Lei Maria da Penha. Para estar no banco de dados do aplicativo, basta que a vítima registre uma ocorrência de violência e solicite medida protetiva. O que falam os números Em um objetivo único e integrado, as forças de segurança do Estado reduziram 37,50% dos números de mulheres vítimas de homicídio e feminicídio, em uma comparação entre os anos de 2022 e 2023, realizada pela Diretoria de Inteligência e Análise Criminal da Sejusp. No levantamento, o número de mulheres vítimas de homicídio e feminicídio em 2019 era de 34, e no ano seguinte, de 31, quando houve uma redução de 8,82% dos casos, que é ainda mais significativa se comparada aos anos de 2021 e 2022, que apresentam uma diminuição de 27,27%. A redução se dá no mesmo ano em que as denúncias da lei Maria da Penha apresentaram um alto crescimento, sendo classificadas 6.466 denúncias, número que em 2022 era de 6.117, apresentando um aumento de 5,71% dos registros da lei. O secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, destaca que as medidas específicas de combate à violência doméstica implantadas no Estado são um instrumento fundamental para a proteção das mulheres, e que as forças policiais se mantêm empenhadas nas medidas preventivas e repressivas de violência doméstica. “A Lei Maria da Penha é um modelo para outros países na elaboração de suas próprias legislações sobre violência doméstica. Dados indicam a eficácia da lei na promoção de combate ao crime, resultando no aumento significativo do número de denúncias em todo o estado, o que é resultado de um trabalho intenso durante todo o ano, intensificado com operações pontuais como a Operação Átria, uma ação federal que acontece em março, em alusão ao Dia da Mulher, e a Operação Shamar, que começa em agosto, nos 18 anos da Lei Maria da Penha. Ambas visam ao combate à violência contra a mulher em razão do gênero”, explica o gestor. O dia D da Operação Shamar deste ano é comemorado nesta quarta-feira, 7, data de aniversário da Lei Maria da Penha, e marca o início dos trabalhos. “Vamos realizar a operação de combate à violência contra a mulher, e nesse tocante a Polícia Civil vai reforçar o efetivo em unidades policiais especializadas, como é o caso de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, e em municípios que apuram crimes no âmbito da violência doméstica familiar contra a mulher, assim como também aumentar os esforços para cumprimento de mandados judiciais, como mandados de prisão preventiva, busca e a apreensão”, relata a delegada da Polícia Civil, Juliana de Angelis. Ano passado a operação realizou 67 prisões em flagrante e foi dado cumprimento a 30 mandados de prisão no período de abrangência da operação. A mulher por trás da lei que transformou o combate à violência doméstica no BrasilA cearense Maria da Penha Maia Fernandes, atualmente com 79 anos, é um ícone na luta contra a violência doméstica no Brasil, ao transformar sua dor e seu nome em sinônimo de resistência, após sobreviver, em 1983, a duas tentativas de homicídio cometidas por seu então marido. Na primeira tentativa, ele atirou em suas costas enquanto ela dormia, deixando-a paraplégica. Após seu retorno do hospital, ele tentou eletrocutá-la e afogá-la. Após a violência, Maria da Penha iniciou uma longa batalha judicial contra seu agressor, que se estendeu por duas décadas, passando por

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Com investimento de R$ 400 mil, governador entrega reforma do Departamento de Polícia Técnico-Científica em Brasileia

Em agenda no Alto Acre nesta quarta-feira, 3, o governador Gladson Cameli entregou a reforma e adequação da estrutura do Departamento de Polícia Técnico-Científica para atender a regional. O evento ocorreu durante as comemorações dos 114 anos de Brasileia. O investimento nessa reforma foi de R$ 400 mil para garantir a celebridade e rapidez nas investigações, além de um ambiente moderno e devidamente aparelhado para as investigações criminais. No mesmo departamento funcionam também o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal. O governador destacou que, acima de tudo, é compromisso do governo assegurar um ambiente propício para que os policiais desenvolvam seus trabalhos. Destacou também que o departamento vai atender a demanda de todo o Alto Acre. “Essa obra vai ajudar os policiais civis de todo o Alto Acre a realizarem melhor os seus trabalhos de investigação criminal. Mais um passo importante para garantir a segurança da população que vive nessa região de fronteira”, disse. Cameli aproveitou o momento para agradecer a todos os agentes da Segurança Pública que se dedicam na defesa dos cidadãos. “Vamos em frente, cuidando das pessoas em todas as áreas da gestão pública. É pra isso que fomos eleitos e posso afirmar que cumprirei essa missão até o último dia do meu mandato de governador com a benção e a proteção de Deus”, destacou. A reforma era esperada desde fevereiro, quando houve a promessa da reestruturação. O delegado-geral da Polícia Civil, José Henrique Maciel, pontuou que entregar essa reforma neste momento de festa é uma sensação de dever cumprido. A obra só foi possível com a união de toda a estrutura Executiva, além do apoio da bancada federal e do Poder Legislativo. “É uma obra relevante para a população. Se não fosse a união com as secretarias, prefeitura, que está cedendo servidores, não seria possível estarmos aqui comemorando esse avanço. Fizemos o melhor como o governador sempre tem pedido. Estamos com viaturas novas, policiais capacitados. Essa demanda não é de hoje, muitas das perícias tinham que ser levadas para Rio Branco, agora passam a ser feitas aqui. Quem está aqui sabe a importância. Não poderia deixar de mencionar as pessoas que vão trabalhar aqui”, disse antes de agradecer a todos os profissionais envolvidos. Os deputados estaduais Maria Antônia e Tadeu Hassem estavam presentes na entrega e reforçaram que a obra, que funciona em anexo ao hospital da cidade é concretização de um sonho de toda a região. “Aqui está se concretizando o que estava no seu plano de governo. Nas casas que eu andava nas eleições, era um dos pedidos. O senhor tem a dimensão disso, porque é humanista, mas essa é uma obra importante para cuidar das nossas famílias”, disse Hassem. A parlamentar Maria Antônia completou ainda ao dizer que: “esse é um dia ímpar pra mim e toda população de Brasileia, onde nasci. Voltei para Rio Branco, estou no meu quinto mandato de deputada estadual. Desde o primeiro mandato fazíamos indicação para ter o IML em Brasileia, porque sabemos que era um sofrimento grande ter que ir até a capital para resolver algumas questões que agora se concentram aqui”, reforçou. Autoridades da Segurança Pública, Saúde e representantes legislativos estiveram na entrega. Os médicos legistas foram cedidos pela Secretaria Estadual de Saúde e agentes da Polícia Civil também compõem a equipe. Texto: Agência de Notícias do Acre; Fotos: Assessoria/ PCAC.

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