Polícia Civil do Estado do Acre – PCAC

8 de agosto de 2024

Notícias

Polícia Civil do Acre deflagra operação contra lavagem de dinheiro e sonegação fiscal envolvendo empresário do ramo alimentício

Na manhã desta quinta-feira, 08, a Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Fazendários (Defaz), realizou uma operação de grande envergadura para combater crimes de lavagem de dinheiro ligados à sonegação fiscal. A ação teve como alvo um empresário do setor alimentício, atuante na capital do estado, e resultou no cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de valores. A operação foi desencadeada após uma investigação minuciosa e contou com o apoio de todos os órgãos integrantes do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), incluindo o Ministério Público Estadual (MPE), a Secretaria da Fazenda (SEFAZ), a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Polícia Civil do Acre (PCAC). A cooperação interinstitucional demonstrou ganhos significativos para a sociedade acreana. A investigação revelou a existência de uma associação criminosa liderada pelo empresário, que teria sonegado mais de R$ 21 milhões em tributos estaduais, especialmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). De acordo com o delegado da Defaz, Dr. Igor Brito, o empresário utilizava um esquema sofisticado, onde atuava como “sócio oculto” em várias empresas criadas irregularmente para fraudar o fisco estadual. “Essas empresas eram registradas em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”, que não possuíam capacidade econômica para justificar sua participação societária”, disse. Entre 2016 e 2021, a organização criminosa movimentou mais de R$ 130 milhões. Além da sonegação fiscal, as investigações apontam que os recursos obtidos de forma ilícita foram utilizados na criação de novas empresas fraudulentas, bem como na aquisição de mercadorias, bens móveis e imóveis, configurando o crime de lavagem de dinheiro. O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Dr. Henrique Maciel, ressaltou a importância dessa operação para o combate à criminalidade econômica no estado: “A Polícia Civil, em parceria com outras instituições, está empenhada em combater a lavagem de dinheiro e a sonegação fiscal, crimes que prejudicam diretamente a economia do nosso estado. Essa operação mostra que, quando trabalhamos juntos, conseguimos resultados expressivos, protegendo os recursos que deveriam ser destinados à população”, enfatizou. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

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Em Cruzeiro do Sul, Polícia Civil prende homem por descumprimento de medida protetiva contra sua avó

A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia da Mulher e Proteção à Criança e ao Adolescente (DEMPCA) em Cruzeiro do Sul, prendeu em flagrante, nesta quarta-feira, 08, um homem identificado como D.G.S. A prisão ocorreu no bairro Cumaru, após o indivíduo descumprir uma medida protetiva e ser encontrado na casa da vítima, sua própria avó. D.G.S. possui um extenso histórico de violência doméstica contra sua avó, com várias prisões anteriores pelo mesmo motivo. Mesmo após reiteradas ordens judiciais para manter distância da vítima, ele continuou a desrespeitar as determinações legais. De acordo com informações preliminares, a vítima procurou a delegacia para relatar que estava vivendo uma situação insustentável com o neto, que é usuário de entorpecentes. Sob o efeito das drogas, ele cometia diversas atrocidades, como quebrar os objetos da casa e agredir fisicamente sua avó. A Polícia Civil continua a investigação do caso, e D.G.S. permanece preso à disposição da Justiça, aguardando os próximos procedimentos legais.

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Polícia Civil do Acre prende foragido da Justiça suspeito de maus-tratos a animais e diversos crimes em Cruzeiro do Sul

Em uma operação coordenada pelo Núcleo Especializado de Investigação de Crimes Patrimoniais (Nepatri) da Polícia Civil do Acre, em Cruzeiro do Sul, foi preso na manhã desta quinta-feira, 08, um homem considerado extremamente perigoso, com um extenso histórico criminal. A prisão foi efetuada após um minucioso trabalho de inteligência que monitorava o foragido há algum tempo. O capturado possuía um mandado de prisão em aberto por uma série de crimes graves, incluindo homicídio, tentativa de homicídio, roubo, violação de domicílio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Com essa operação, a Polícia Civil conseguiu retirar das ruas um criminoso que representava uma séria ameaça à segurança pública. Durante a prisão, os agentes o encontraram em posse de um cachorro que estava em condições extremamente precárias. O animal, que estava preso por uma corrente com menos de 50 centímetros de comprimento, encontrava-se sem água, sem alimento e em evidente sofrimento, incapaz de se locomover adequadamente. Diante dessa situação, o homem também foi autuado em flagrante pelo crime de maus-tratos a animais, conforme previsto na legislação vigente.

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Lei Maria da Penha completa 18 anos celebrando implantação de medidas de proteção às mulheres no Acre

Mais do que uma norma jurídica, a Lei Maria da Penha é um símbolo de esperança e de compromisso da União com a segurança, a dignidade e a manutenção da vida de todas as mulheres brasileiras. Completando 18 anos de criação, constitui um trunfo obtido a partir da coragem de uma cidadã que transformou sua tragédia pessoal em uma poderosa ferramenta de justiça, resultando na criação da Lei Federal nº 11.340/2006, um dos códigos penais mais importantes no combate à violência contra a mulher no país. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) celebra, com as unidades da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), instituições da Polícia Civil do Estado (PCAC), e a Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar (PMAC), o estabelecimento das medidas protetivas de urgência, do aplicativo Mulher Segura e de operações de redução de homicídios contra a mulheres no estado. O Estado estabeleceu uma Deam em Rio Branco e outra em Cruzeiro do Sul, que atuam 24 horas no atendimento humanizado à mulher. E conta com ações preventivas e repreensivas da Patrulha Maria da Penha, que vai a qualquer momento e lugar, ao ser acionada por medida protetiva de urgência, recurso judicial de proteção imediata às vítimas. Patrulha Maria da Penha dirige-se a qualquer momento e lugar, ao ser acionada por medida protetiva de urgência. Foto: Dhárcules Pinheiro/SejuspA medida se mostrou eficaz na promoção de políticas públicas de prevenção à violência contra a mulher, segundo o Observatório de Análises Criminais, do Núcleo de Apoio do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), em um comparativo de 2018 a 2023 das tentativas de feminicídios, em que, das 110 vítimas da violência, 73% não estavam amparadas por medidas protetivas de urgência. Segundo a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, capitã Priscila Siqueira, “quase 80% das mulheres que perderam a vida no feminicídio não tinham medida protetiva de urgência, um mecanismo de salvação. Isso evidencia que as medidas protetivas de urgência salvam vidas. Das que morreram tendo medida protetiva, 15% não tinham a medida fiscalizada pela Patrulha Maria da Penha [a vítima precisa informar à Patrulha sobre a necessidade de acompanhamento do programa], ou seja, em cinco anos de atuação da patrulha, todas as mulheres com medidas protetivas fiscalizadas se mantêm vivas”, explica a coordenadora da Patrulha Maria da Polícia Militar, capitã Priscila Siqueira. Como apoio ao trabalho das forças, o Estado oferece o aplicativo Mulher Segura, uma ferramenta de proteção para aquelas que vão registrar o boletim de ocorrência devido a agressões feitas por seus parceiros, ou por qualquer indivíduo. O aplicativo serve de apoio às ações da Deam e ampara mulheres inseridas nas medidas previstas pela Lei Maria da Penha. Para estar no banco de dados do aplicativo, basta que a vítima registre uma ocorrência de violência e solicite medida protetiva. O que falam os números Em um objetivo único e integrado, as forças de segurança do Estado reduziram 37,50% dos números de mulheres vítimas de homicídio e feminicídio, em uma comparação entre os anos de 2022 e 2023, realizada pela Diretoria de Inteligência e Análise Criminal da Sejusp. No levantamento, o número de mulheres vítimas de homicídio e feminicídio em 2019 era de 34, e no ano seguinte, de 31, quando houve uma redução de 8,82% dos casos, que é ainda mais significativa se comparada aos anos de 2021 e 2022, que apresentam uma diminuição de 27,27%. A redução se dá no mesmo ano em que as denúncias da lei Maria da Penha apresentaram um alto crescimento, sendo classificadas 6.466 denúncias, número que em 2022 era de 6.117, apresentando um aumento de 5,71% dos registros da lei. O secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, destaca que as medidas específicas de combate à violência doméstica implantadas no Estado são um instrumento fundamental para a proteção das mulheres, e que as forças policiais se mantêm empenhadas nas medidas preventivas e repressivas de violência doméstica. “A Lei Maria da Penha é um modelo para outros países na elaboração de suas próprias legislações sobre violência doméstica. Dados indicam a eficácia da lei na promoção de combate ao crime, resultando no aumento significativo do número de denúncias em todo o estado, o que é resultado de um trabalho intenso durante todo o ano, intensificado com operações pontuais como a Operação Átria, uma ação federal que acontece em março, em alusão ao Dia da Mulher, e a Operação Shamar, que começa em agosto, nos 18 anos da Lei Maria da Penha. Ambas visam ao combate à violência contra a mulher em razão do gênero”, explica o gestor. O dia D da Operação Shamar deste ano é comemorado nesta quarta-feira, 7, data de aniversário da Lei Maria da Penha, e marca o início dos trabalhos. “Vamos realizar a operação de combate à violência contra a mulher, e nesse tocante a Polícia Civil vai reforçar o efetivo em unidades policiais especializadas, como é o caso de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, e em municípios que apuram crimes no âmbito da violência doméstica familiar contra a mulher, assim como também aumentar os esforços para cumprimento de mandados judiciais, como mandados de prisão preventiva, busca e a apreensão”, relata a delegada da Polícia Civil, Juliana de Angelis. Ano passado a operação realizou 67 prisões em flagrante e foi dado cumprimento a 30 mandados de prisão no período de abrangência da operação. A mulher por trás da lei que transformou o combate à violência doméstica no BrasilA cearense Maria da Penha Maia Fernandes, atualmente com 79 anos, é um ícone na luta contra a violência doméstica no Brasil, ao transformar sua dor e seu nome em sinônimo de resistência, após sobreviver, em 1983, a duas tentativas de homicídio cometidas por seu então marido. Na primeira tentativa, ele atirou em suas costas enquanto ela dormia, deixando-a paraplégica. Após seu retorno do hospital, ele tentou eletrocutá-la e afogá-la. Após a violência, Maria da Penha iniciou uma longa batalha judicial contra seu agressor, que se estendeu por duas décadas, passando por

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