A direção-geral da Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC) e o Sindicato dos Médicos do Estado do Acre (Sindmed/AC) deram início a uma série de tratativas para formalizar uma parceria estratégica visando otimizar a prestação de serviços periciais em municípios do interior. O foco central da cooperação é regulamentar o fluxo de exames de corpo de delito e laudos em casos de mortes violentas nas localidades onde não há médicos legistas de carreira disponíveis.

A iniciativa surge da necessidade de garantir celeridade às investigações policiais e segurança jurídica aos profissionais médicos que atuam na rede pública dessas cidades. Em muitos casos, a ausência de um perito oficial exige que médicos locais realizem os exames para viabilizar o andamento de inquéritos, e a parceria busca estabelecer protocolos claros, suporte técnico e garantias para esses procedimentos.
De acordo com o delegado-Geral Pedro Buzolin, a formalização desse fluxo é fundamental para evitar que a produção de provas seja interrompida pela distância geográfica ou pela carência de quadros específicos em áreas remotas. Com a regulamentação, o objetivo é que os exames periciais sigam padrões rigorosos, garantindo a robustez necessária para o processo judicial.
Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Acre (Sindmed), Dr. Guilherme Pulici, Sindmed/AC, o diálogo é um passo importante para dar respaldo aos médicos que, no dia a dia do interior, acabam sendo o elo essencial para a justiça. A proposta prevê treinamentos e orientações específicas para o preenchimento de laudos e a condução de exames em casos de crimes de lesão corporal e mortes de causa externa, assegurando que o trabalho médico esteja em total consonância com as exigências da Polícia Judiciária.