Polícia Civil do Estado do Acre – PCAC

6 de fevereiro de 2025

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Criança de sete anos tem sonho realizado ao usar colete e ter a presença de Policiais Civis em sua casa

Na pequena Comunidade Santa Luzia, no Ramal 3, um sonho infantil ganhou vida de maneira inesquecível. Isaac Valente Pinheiro, de apenas sete anos, viu seu maior desejo se tornar realidade pelas mãos dos Policiais Civis do Acre. Desde muito pequeno, ele nutria um profundo respeito pela Polícia Civil, inspirado pelo pai, o policial aposentado José dos Santos Valente, de 70 anos. O que Isaac mais queria era vestir uma farda da Instituição e, assim, dar orgulho ao pai. José dos Santos Valente ingressou na Polícia Civil em 1983 e, quatro anos depois, foi designado como subdelegado no Projeto Santa Luzia, onde construiu sua história de dedicação e bravura. Aposentado há dez anos, ele sempre compartilha suas memórias policiais com os filhos, relembrando as experiências que marcaram sua trajetória na segurança pública. O pequeno Isaac, mesmo sem ter presenciado o pai em ação, cresceu ouvindo essas histórias e desenvolveu um grande amor pela profissão. Seu maior sonho? Tornar-se Policial Civil para proteger as pessoas. Foi durante diligências na comunidade que o delegado Heverton Carvalho e sua equipe conheceram a história de Isaac. Comovidos com a paixão do menino pela Instituição, decidiram surpreendê-lo. Quando a viatura se aproximou da casa da família Valente, Isaac não conteve a emoção. Seus olhos brilhavam ao ver os policiais descerem do veículo, trazendo consigo um gesto que mudaria seu dia e, possivelmente, sua vida. Sem hesitar, o pequeno herói pegou um dos coletes e vestiu, sentindo-se parte da Polícia Civil. O momento foi marcado por emoção e simbolismo. “Momentos como esse são verdadeiros combustíveis para continuarmos cumprindo o nosso dever policial. Temos uma linda história na região do Juruá, e muitos desses feitos e ações de bravura são atribuídos aos nossos policiais, que hoje estão aposentados, a exemplo do colega José dos Santos Valente”, destacou o delegado Heverton Carvalho. O encontro entre Isaac e os policiais não foi apenas a realização de um sonho infantil. Foi um tributo àqueles que dedicaram a vida à segurança pública, reforçando que a vocação para servir e proteger pode ser transmitida entre gerações. Se depender do brilho nos olhos do pequeno Isaac, o legado de seu pai continuará vivo.

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PCAC prende condenado por estupro de vulnerável

Nesta quarta-feira, 6, a Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e com o apoio do Departamento de Inteligência, prendeu C.G.C., condenado por estupro de vulnerável. O criminoso foi localizado e detido no Ramal do Casserin, na Estrada de Sena Madureira, após um intenso trabalho de investigação e monitoramento realizado pela Polícia Civil por meio da Delegacia do município de Bujari. De acordo com as investigações, o crime ocorreu em abril de 2020, quando a vítima, então com apenas 11 anos, e sua irmã passaram cerca de uma semana na propriedade rural de uma tia, casada com o acusado. Aproveitando-se da relação de confiança e proximidade familiar, C.G.C. cometeu os abusos de forma recorrente durante a noite, enquanto todos dormiam. A denúncia foi formalizada após a criança relatar os abusos, dando início ao processo investigativo. A Polícia Civil reuniu provas contundentes, incluindo depoimentos e laudos periciais, que confirmaram os crimes cometidos pelo acusado. Após um processo minucioso, C.G.C. foi julgado e condenado pelo crime de estupro de vulnerável, conforme previsto no artigo 217-A do Código Penal. A Vara Única de Bujari sentenciou o réu a 14 anos de reclusão em regime fechado. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade do crime, enfatizando a condição de vulnerabilidade da vítima e o abuso de confiança envolvido no caso. Com a sentença transitada em julgado, a Polícia Civil intensificou os esforços para capturar o criminoso, que estava foragido desde a condenação. A ação da CORE, em conjunto com o Departamento de Inteligência, permitiu a localização e prisão do condenado sem incidentes. Denúncias e combate à violência sexual A Polícia Civil reforça a importância da denúncia para combater crimes sexuais e proteger vítimas em situação de vulnerabilidade. Casos de violência sexual podem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100 ou pelo 181, bem como diretamente nas delegacias.

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Acre é oficialmente integrado à Rede Nacional de Perfis Genéticos, fortalecendo investigações criminais

O estado do Acre deu um passo importante no fortalecimento das investigações criminais e na elucidação de crimes. O Comitê do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) reuniu-se na última quarta-feira, 5, para avaliar a auditoria realizada em novembro do ano passado no Laboratório de Genética, vinculado ao Instituto de Análises Forenses (IAF) e ao Departamento de Polícia Científica (DPC) da Polícia Civil do Acre (PCAC). O resultado foi positivo, o Acre agora integra oficialmente a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) do Brasil. A inclusão do estado na rede representa um avanço significativo para a segurança pública, pois possibilita o cruzamento de perfis genéticos em nível nacional, ampliando a capacidade de identificação de criminosos e solução de crimes, especialmente aqueles de natureza violenta, como homicídios e estupros. Para o delegado-geral da PCAC, Dr. Henrique Maciel, esse é um marco para a instituição. “A integração do Acre à RIBPG é um avanço fundamental para as investigações criminais. Isso permite que nosso estado tenha acesso a uma base nacional de perfis genéticos, auxiliando na elucidação de crimes e fortalecendo o trabalho da Polícia Civil. Estamos cada vez mais estruturados e preparados para oferecer uma resposta eficiente à sociedade”, disse. O diretor do Departamento de Polícia Científica, Mário Sandro Martins, destacou o esforço da equipe para adequação do laboratório e os impactos positivos da integração. “Depois de meses de muito trabalho realizado pelos nossos peritos para ajustar e adequar as condições do laboratório, chegamos à integração na RIBPG, permitindo o acesso a um vasto banco de dados genéticos, potencializando a solução de casos e trazendo mais segurança para a população acreana”, enfatizou. A rede funciona por meio do compartilhamento de perfis genéticos de criminosos e vestígios coletados em cenas de crimes entre os estados e órgãos de segurança pública. Dessa forma, um suspeito identificado em um estado pode ser relacionado a crimes cometidos em outras regiões, aumentando a eficiência na resolução de delitos. Com essa integração, o governo do Acre por meio da Polícia Civil reforça seu compromisso com a modernização dos processos investigativos e com o combate à criminalidade, utilizando tecnologia e ciência forense para garantir mais segurança à população.

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