Com o objetivo central de humanizar e aprimorar o atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade, a Polícia Civil do Acre (PCAC) abriu, nesta quarta-feira, 10, um curso de capacitação voltado para os profissionais que atuam diretamente no núcleo Bem-Me-Quer. O treinamento, que se estende até o dia 11 de junho, acontece no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa em Segurança Pública (Cieps) e reúne 30 policiais civis vindos de 18 municípios do estado.

A iniciativa integra o cronograma da Operação Mulher Segura 2026, uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). No Acre, a ação atende às diretrizes governamentais de tolerância zero à criminalidade de gênero.
“Essa capacitação vem de encontro com as políticas públicas do estado de proteção às nossas mulheres”, destacou o delegado-geral da PCAC, Pedro Buzolin, reforçando o compromisso da gestão estadual no combate incisivo a esses crimes.

Mais do que uma atualização técnica, o curso propõe uma transformação na abordagem policial dentro das delegacias. O foco está em garantir que a vítima encontre um ambiente de acolhimento seguro e empático desde o primeiro momento em que decide denunciar o agressor.
Segundo a delegada Juliana De Angelis, coordenadora de Proteção aos Grupos Vulnerabilizados e do Programa Bem-Me-Quer, o impacto do treinamento visa ir além dos procedimentos internos.

“A Polícia Civil busca não apenas combater de forma individual cada caso, mas mudar a cultura machista de violência contra a mulher em todo país. Esse curso é uma mudança de paradigma para trazer um melhor acolhimento às mulheres vítimas de violência que procuram uma delegacia para denunciar”, pontuou a coordenadora.
Com a interiorização desse conhecimento, a PCAC espera consolidar uma rede de proteção mais robusta e preparada para acolher as cidadãs acreanas, unindo o rigor da investigação policial ao respeito e cuidado necessários para romper os ciclos de violência doméstica.