Polícia Civil do Estado do Acre – PCAC

10 de fevereiro de 2026

Notícias

Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida

A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados. A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país. O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Dr. Alcino Sousa Júnior, titular da DHPP/ AC. Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo. Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado. O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Dr. José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou. Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou. Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

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Polícia Civil prende foragido que descumpriu medida protetiva e tentou matar comerciante em Xapuri

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Xapuri, cumpriu na manhã desta terça-feira, 10, um mandado de prisão contra J.S.S., de 25 anos, que estava foragido da Justiça. A prisão ocorreu na zona rural do município, no seringal Nova Esperança, colocação Maloca, onde o acusado residia. De acordo com a ordem judicial, a prisão foi decretada pelo descumprimento de uma medida protetiva em favor de sua ex-namorada. O investigado é acusado de uma tentativa de homicídio ocorrida na madrugada do dia 11 de janeiro deste ano, no bairro da Sibéria, em um bar localizado na região conhecida como “4 Bocas”, em Xapuri. Segundo o inquérito policial, o suspeito, armado com uma arma branca, ao ver a ex-namorada acompanhada de outra pessoa, atacou por ciúmes o comerciante conhecido popularmente como “Teodoro”, morador do bairro da Sibéria. Ele desferiu um golpe no pescoço da vítima e ainda tentou realizar outras perfurações, mas foi impedido pelos seguranças do estabelecimento. Após o crime, o autor fugiu do local e passou a ser considerado foragido. Durante o período em que esteve escondido, conforme a investigação, ele enviou mensagens ameaçadoras à ex-namorada, inclusive desafiando a Justiça, o que reforçou a necessidade da prisão preventiva. Diante dos fatos, o delegado Luccas Vianna representou pela prisão do acusado, que foi decretada pelo Judiciário e cumprida pela Polícia Civil. O preso foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.

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Polícia Civil do Acre reforça efetivo para o Carnaval 2026 na capital e no interior

A Polícia Civil do Acre (PCAC) vai atuar com reforço de efetivo durante o Carnaval 2026, tanto em Rio Branco quanto nos municípios do interior onde ocorrerão as tradicionais festividades populares. A medida tem como objetivo garantir mais agilidade no atendimento à população e fortalecer o combate à criminalidade durante o período carnavalesco. As delegacias de Flagrantes (Defla) e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que já funcionam 24 horas por dia, receberão um incremento no número de profissionais, incluindo delegados e oficiais de polícia civil. Além disso, as equipes de pronto emprego que atuam no interior do estado também serão reforçadas, assim como os delegados plantonistas nos municípios que terão programação de carnaval. O plano de atuação da PCAC para o período foi apresentado pelo delegado-geral adjunto, Dr. Cleylton Videira, durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 10, na Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). “Estamos trabalhando com planejamento e integração para que a Polícia Civil esteja pronta para atender a população em qualquer situação. Haverá reforço nas delegacias que já funcionam em regime de plantão e também no interior, especialmente nas cidades que terão eventos carnavalescos, para que possamos dar uma resposta eficiente e imediata às ocorrências”, afirmou o delegado adjunto. O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Dr. José Henrique Maciel, destacou que a instituição está preparada para atuar de forma integrada com as demais forças de segurança e reforçou a importância da prevenção por parte da população. “A Polícia Civil está pronta para auxiliar todas as forças de segurança e garantir que o Carnaval seja um período de festa, mas também de tranquilidade para as famílias acreanas. Nosso efetivo estará nas delegacias e em regime de plantão para atender qualquer ocorrência. Pedimos que as pessoas evitem excessos, cuidem de seus pertences, não misturem álcool e direção e, em caso de qualquer situação de violência ou crime, procurem imediatamente a polícia. Segurança também se faz com a colaboração de todos”, ressaltou o delegado-geral. A PCAC reforça ainda que, em casos de violência, especialmente contra a mulher, as vítimas podem procurar diretamente a delegacia mais próxima ou a Delegacia Especializada, que funcionará normalmente em regime de plantão durante todo o período carnavalesco.

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Polícia Civil do Acre corrige identidade de paciente falecido após exame necropapiloscópico com apoio da Força Nacional

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), através do Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo (IIRHM), com apoio da Força Nacional de Segurança Pública, realizou a correção da identidade de um paciente falecido no estado após a conclusão de um exame necropapiloscópico. O trabalho técnico garantiu a retificação dos registros oficiais e evitou possíveis repercussões legais indevidas ao verdadeiro titular do documento apresentado. O caso teve início no dia 13 de janeiro, quando um paciente deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), em Rio Branco, após transferência do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). No momento da admissão, ele se apresentou como Jefferson Alves da Silva, exibindo documento emitido no estado de Goiás. O paciente evoluiu a óbito e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Acre ainda vinculado à identidade inicialmente declarada. Diante de inconsistências cadastrais e da ausência de confirmação familiar imediata, o caso foi submetido à verificação técnico-científica de identidade. O Instituto de Identificação da PCAC formalizou, então, pedido de apoio especializado à Perícia Papiloscópica da Força Nacional para a realização da coleta e do confronto necropapiloscópico, com atuação conjunta das equipes. Durante os trabalhos, foram coletados os dez datilogramas do cadáver no IML, com registro em planilha necropapiloscópica. O material foi submetido à pesquisa no sistema biométrico ABIS estadual, além de confronto técnico direto das impressões digitais e comparação com prontuários civis de identificação do estado de Goiás. O laudo técnico concluiu que as impressões digitais do cadáver coincidem com as de Donisete Aparecido Alves de Miranda Júnior e divergem das de Jefferson Alves da Silva, comprovando que o paciente utilizava documentalmente a identidade do próprio primo. A identificação correta foi estabelecida como Donisete Aparecido Alves de Miranda Júnior, nascido em 10 de agosto de 1989, natural de Luziânia (GO), filho de Donisete Aparecido Alves de Miranda e Arceneide Alves da Silva. Segundo o diretor do Instituto de Identificação da PCAC, Júnior César da Silva, o trabalho reforça a importância da perícia papiloscópica para a segurança jurídica. “A correta identificação civil, mesmo em casos pós-morte, é essencial para evitar prejuízos a terceiros e garantir a confiabilidade dos registros oficiais. Esse resultado mostra a força da integração entre a Polícia Civil e a Força Nacional”, destacou. Com a conclusão do laudo, os registros, incluindo a Declaração de Óbito e cadastros administrativos, foram devidamente retificados.

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