Polícia Civil do Estado do Acre – PCAC

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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida

A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados. A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país. O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Dr. Alcino Sousa Júnior, titular da DHPP/ AC. Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo. Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado. O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Dr. José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou. Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou. Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

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Polícia Civil do Acre lança campanha de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas

Na próxima segunda-feira, 26, a Polícia Civil do Acre (PCAC), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, lançará uma importante campanha de coleta de material biológico de familiares de pessoas desaparecidas. A ação, que ocorrerá até o dia 30 de agosto no Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco, faz parte da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa tem como objetivo atualizar os dados de pessoas não localizadas e proporcionar respostas às famílias que vivem com a angústia de ter um ente querido desaparecido. O DNA coletado será cadastrado no Banco Nacional de Perfis Genéticos, servindo como uma ferramenta adicional na tentativa de localizar essas pessoas. No Acre, o ponto de coleta será o IML da capital, Rio Branco, e a expectativa é de que cerca de 25 pessoas compareçam durante a semana de mobilização. Na primeira fase, os familiares devem apresentar o boletim de ocorrência do desaparecimento. Na segunda fase, o foco estará no recolhimento de impressões digitais e de material genético de pessoas vivas com identidade desconhecida. Posteriormente, será realizada a pesquisa de impressões digitais de corpos não identificados armazenadas em cada unidade federativa. Essa etapa, conhecida como análise do passivo (backlog), compara esses dados com os registros existentes nos bancos de biometrias. As informações obtidas farão parte da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), uma iniciativa coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) por meio da Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública. “A coleta de material biológico é um passo essencial para aumentar as chances de encontrar essas pessoas e pôr fim ao sofrimento de tantas famílias que aguardam por respostas. A PCAC segue comprometida com essa causa, utilizando todas as ferramentas disponíveis para alcançar resultados e encontrar pessoas que desapareceram no estado do Acre”, enfatizou o delegado-geral da PCAC, Dr. Henrique Maciel. O delegado de Polícia Civil, Dr. Nilton Boscaro, que atua como Autoridade Central de Pessoas Desaparecidas no estado, explica que as amostras genéticas de pessoas vivas e falecidas com identidade desconhecida, analisadas pelos laboratórios da RIBPG, são enviadas rotineiramente ao Banco Nacional de Perfis Genéticos. Neste banco, são realizados cruzamentos de dados em nível nacional com perfis coletados pelos 23 laboratórios de genética forense que compõem a rede. “A legislação atual assegura que as amostras fornecidas voluntariamente pelos parentes serão usadas exclusivamente na identificação dos entes sumidos, e não para nenhum outro propósito”, afirmou Boscaro.

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